Viagem perdida: Representantes de Rondonópolis voltam de Brasília apenas com novas promessas

por GazetaMT

02 de Agosto de 2012, 06h57

Viagem perdida: Representantes de Rondonópolis voltam de Brasília apenas com novas promessas
Viagem perdida: Representantes de Rondonópolis voltam de Brasília apenas com novas promessas

Não fosse pelo 'café pingado' e pelo delicioso almoço servido em Brasília, poderíamos dizer que foi tempo perdido a audiência realizada ontem no Ministério dos Transportes para discutir a duplicação da BR-364. Mais uma vez o ministro Paulo Sérgio Passos (PR) deixou de cumprir a promessa feita aos rondonopolitanos. Nossos representantes - deputados, prefeito e os integrantes do Comitê Pró-rodovias - voltaram para casa de mãos vazias e com a mala 'cheia' de novas promessas.

Apesar de afirmar que incluirá a obra no Regime Diferenciado de Contratação, o ministro evitou falar em datas. Os detalhes da nova promessa dessa vez ficaram diretamente a cargo dos membros do PR em Mato Grosso. O deputado Wellington Fagundes e o próprio Ananias Filho disseram que o edital deve ficar pronto em setembro e que a obra começará até janeiro de 2013.

Nada indica que a nova promessa será cumprida. Aliás, se julgarmos pelo histórico anterior, é mais provável que a reunião de ontem tenha sido só mais um factóide para enganar o povo e tirar proveito eleitoral.

Não custa lembrar que a primeira promessa feita à sociedade de Rondonópolis previa a conclusão da duplicação em 2011 e a última, firmada em junho de 2012 pelo próprio Paulo Sérgio Passos, apontava que o edital seria publicado em julho passado - o que, claro, não aconteceu.

Mas dessa vez a coisa pode ser diferente. Calejados pelas mentiras anteriores e perplexos com a sequência de acidentes letais registrados na rodovia, os rondonopolitanos com mais de três neurônios (a maioria da população) estão fartos de promessas e dificilmente se deixarão enganar novamente.

Ou seja, ao invés de apoio eleitoral, o mais provável agora é que a sociedade reaja com indignação ou indiferença aos enroladores.

Talvez tivesse sido melhor tomar o café e almoçar por aqui mesmo. Seria menos irritante e mais barato para todos nós.