PRÓ-REITORIA

Campus Rondonópolis da UFMT terá sua primeira eleição direta para o cargo no próximo dia 10

por Robson Morais

02 de Agosto de 2016, 10h20

Campus Rondonópolis da UFMT terá sua primeira eleição direta para o cargo no próximo dia 10
Campus Rondonópolis da UFMT terá sua primeira eleição direta para o cargo no próximo dia 10

O campus Rondonópolis da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) se mobiliza para a primeira eleição direta de escolha da nova pró-reitoria frente à unidade de ensino. Docentes, discentes, técnicos administrativos e representação sindical seguem promovendo debates e conhecendo as ideias defendidas pelos três candidatos ao posto. A eleição está prevista para ocorrer no próximo dia 10, nas dependências da própria Universidade.

Seguem como candidatos as professoras Analy Polizel e Lindalva Novaes Garscke, além do técnico administrativo Vinicius Hipólito. As propostas de cada um vem sendo publicadas em redes sociais e repercutidas em grande parte pelos apoiadores de cada chapa. O mandato do eleito seguirá quatro anos.

Candidatos

Na UFMT de Rondonópolis desde 2008, a Prof. Dra. Analy Castilho Polizel de Souza é formada em Agronomia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), tem mestrado e doutorado em Genética e Bioquímica pela mesma Universidade. O lema da campanha é gestão eficaz, compartilhada, transparente e participativa. No seu programa, dentre as principais propostas, a candidata destaca o apoio para criação das Faculdades de Ciências Aplicadas e também Ciências da Saúde; busca por novos cursos de graduação e pós-graduação; aperfeiçoamento de ações entre reitoria e campus; jornada ininterrupta dos técnico-administrativos em educação; criação do Núcleo de Inovação Tecnológica, além de melhorias na segurança, gestão ambiental, assistência e promoção à saúde, rede de dados, cultura, esporte e lazer.

Também com seu nome à disposição para a pró-reitoria do campus, a Prof.ª Dra Lindalva Maria Novaes Garske é pedagoga e especialista em administração educacional, mestre em Educação Pública, doutora em Educação Brasileira e pós-doutora em Educação Pública. Além de professora do Departamento de Letras e do mestrado, Lindalva também já foi diretora do Instituto de Ciências Humanas e Sociais. Dentro dos eixos programáticos da proposta de trabalho estão o investimento na formação acadêmica, com compromisso ético e político, no ensino, pesquisa e extensão; melhoria na qualidade da gestão, por meio da construção de ações e relações participativas, tendo em vista a dinamização das atividades administrativas, acadêmicas, políticas e culturais; melhoria da ambiência universitária; ampliação das relações com a sociedade; melhoria da comunicação no campus e ampliação das relações com a sociedade.

O técnico-administrativo Vinícius Hipólito Lopes de Resende teve seu primeiro contato com a Universidade por meio dos programas de extensão e ingressou em 2004 na UFMT como estudante de ciências biológicas em Rondonópolis. Após fazer uma segunda graduação, retornou para a Universidade como servidor, se especializou em gestão pública e desde então participa de diversas atividades em busca de melhorias para Universidade. Tem também atuação forte na busca por melhorias para o servidores, como representante dos técnicos educacionais, diretor da sessão sindical dos técnicos da UFMT e suplente da Federação Nacional da categoria. Além das propostas para vivência acadêmica e de expansão, ensino, pesquisa, extensão, funcionamento e comunicação no campus, infraestrutura, gestão ambiental e segurança, Vinícius destaca que é preciso unir os "atores" da Universidade: estudantes, docentes e técnicos.

Momento histórico

O pleito surge num momento histórico do campus Rondonópolis. 2016 foi o ano de consolidação do projeto de emancipação e fundação da Universidade Federal do Cerrado (Ufcer) -ou Universidade Federal de Rondonópolis (UFR)-, assinado ainda pela presidente Dilma Rousseff (PT) às vésperas de seu afastamento em votação no Senado.

Junto à unidade, outras Universidades obtiveram aval de fundação por todo o Brasil. Em junho, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência do projeto de lei 5273/2016, que cria a UFR. O projeto será analisado ainda pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, segue para o Plenário da Câmara

A última etapa é a apreciação no Senado Federal. Em seguida, a matéria vai à sanção presidencial.

Ainda não foi definida a data de votação das propostas.

 

Com informações A Tribuna