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Saúde reforça alerta para combater mosquito transmissor da dengue

Mato Grosso tem 23.588 casos suspeitos de zika vírus. Com 722 casos por 100 mil habitantes, o estado está em risco alarmante

por GazetaMT

02 de Agosto de 2016, 11h25

Saúde reforça alerta para combater mosquito transmissor da dengue
Saúde reforça alerta para combater mosquito transmissor da dengue

O Boletim Epidemiológico desta semana mostra que 88 dos 141 municípios mato-grossenses, o que representa 62,4% do total, estão com alto risco de epidemia de dengue. Já para o zika vírus, 58,9 % das cidades do estado (83 cidades) estão com alto risco de transmissão. Os dados reforçam o alerta em Mato Grosso para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças.

Este ano já foram registrados 25.963 casos de dengue em Mato Grosso. No mesmo período, no ano de 2015, foram feitas 20.789 notificações, o que representa um aumento de quase 25%. Neste ano foram confirmadas quatro mortes pela doença, nos municípios de Cuiabá, Juína, Sinop e Tangará da Serra.

Mato Grosso tem 23.588 casos suspeitos de zika vírus. Com 722 casos por 100 mil habitantes, o estado está em risco alarmante.

Já a febre chikungunya tem 1.275 casos suspeitos, o que representa uma incidência de 38 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Três municípios estão classificados com alto risco da doença (Campo Novo dos Parecis, Mirassol d´Oeste e Querência).

Diante do aumento no número de casos notificados, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) reforça o alerta para as ações de prevenção e controle das doenças nos 141 municípios mato-grossenses. O Estado monitora semanalmente a progressão dos casos e faz o trabalho de orientação junto aos municípios para que as ações sejam intensificadas.

A orientação é para eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti. Cerca de 80% dos criadouros do mosquito estão nas residências, por isso é importante o envolvimento da população.

Para reduzir os impactos causados pelo mosquito, a SES alerta os municípios para que mantenham a rede atenta para o diagnóstico precoce da doença e o manejo correto para que mortes sejam evitadas. Além disso, devem ser desenvolvidas ações de mobilização, inspeções domiciliares para eliminação de criadouros do mosquito, atividades educativas para orientar a população sobre como evitar focos do vetor e também aplicação de inseticida para eliminar insetos adultos.