PRIMAVERA DO LESTE
Após superlotação, Prefeitura afirma que antigo lixão será desativado
Este é um problema que se arrasta por anos e a cada dia a situação tem se agravado
02 de Setembro de 2017, 13h00
A superlotação do aterro sanitário de Primavera do Leste é um problema que se arrasta por anos. Ele foi criado em 1999 e nos últimos anos passou ser visto como um lixão a céu aberto. Os entulhos de construção civil e as toneladas de lixos que chegam diariamente ao local, já que o lixo reciclável não é separado adequadamente pela população, agravaram a situação. Mas, segundo nota enviada à imprensa, a Prefeitura afirmou que já há solução para o problema.
"Desde que assumiu a gestão a atual, a administração, por meio da Secretária de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Agricultura e Meio Ambiente busca formas para solucionar o problema e, dentro da legalidade, promover regularização do aterro sanitário, priorizando o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta 001/2015, onde Ministério Público propôs entre várias cláusulas o encerramento do atual Aterro Sanitário, abertura de um novo aterro sanitário e implantação da coleta seletiva", afirma a nota.
A primeira medida adotada, segundo a assessoria de imprensa, foi manter o contrato e contrapartida com a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis. E a segunda será a contratação de uma empresa especializada para garantir a organização e encerramento das atividades no aterro sanitário, que atualmente é responsável por toda manutenção e manejo dos resíduos sólidos urbanos.
"A empresa já está desenvolvendo todos os serviços necessários para encerramento do atual aterro sanitário municipal. Estamos nos organizando para cumprir as demandas especificadas no TAC 001/2015, porém, sabemos que este é processo que demanda estudo, contratações e tempo, além de ser um problema que se arrasta por anos. Solicitamos, junto ao Ministério Público, rediscutir o TAC, com objetivo de formalizar todo processo e regularizar novos prazos", destacou o chefe de gabinete Jarbas Mesquita.
A outra medida adotada será o cumprimento das demandas especificadas, ou seja, a abertura de um novo aterro sanitário: "área está em processo de negociação pela Prefeitura, considerando que não pode ser qualquer área e deve respeitar a inúmeras legislações ambientais vigentes", destacou Tadeu Júnior, secretário de Desenvolvimento da Industria, Comércio, Agricultura e Meio Ambiente.
A abertura do novo aterro sanitário demanda inúmeros estudos técnicos, incluído a escolha do local, que necessita passar pela aprovação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), processo de responsabilidade da empresa contratada. O nome da empresa e o valor da contratação não foram divulgados.
Depois de encerradas as atividades do antigo aterro sanitário municipal será implantado um plano de recuperação de área degradada. "Após todo processo, a área será recuperada com o reflorestamento", destacou Fátima Correa, coordenadora de Meio Ambiente.
Além disso, será construído um barracão onde funcionará a Cooperativa, que resolverá o problema do lixo reciclável, com espaços propícios à separação dos resíduos recicláveis coletados pela cooperativa, de acordo com todas as normas e legislações especificas para o desenvolvimento da atividade.