Atraso ano letivo
Sispmur diz que mudança poderia ser usada por Pátio para não reajustar salários
Mesmo assim, o presidente do sindicato diz que espera que Pátio venha para o diálogo sobre o reajuste do piso da categoria
20 de Janeiro de 2012, 16h48
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur) teme que o adiamento do início do ano letivo nas escolas públicas municipais, para o dia 5 de março, possa ter sido uma manobra do prefeito Zé Carlos do Pátio, para evitar realizar o reajuste do piso salarial dos profissionais da educação. "Não queremos acreditar que possa ter sido uma artimanha, mas tememos que possa ter sido", afirma o presidente do Sispmur, Rubens Paulo.
O problema é que por esse ser ano eleitoral o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece um prazo até abril para que possam ser dados aumentos reais aos servidores municipais. Somente podem ser repassados os reajustes dos índices inflacionários.
Rubens explica que o atraso no ano letivo pode atrapalhar possíveis negociações sobre o piso salarial. "Esperamos que o prefeito venha para o diálogo com a categoria, para evitar situações que podem ser desgastantes tanto para o sindicato como para a prefeitura em um ano eleitoral. Por esse motivo passamos o ano passado tentando buscar essa negociação, o que não ocorreu".
Os profissionais da educação do município já estão com indicativo de greve, que foi aprovado em assembleia geral realizada ainda no mês de dezembro. "Queremos ressaltar que a greve é a última hipótese, mesmo porque não queremos ser acusados de usar o movimento com intuito político", destaca.