Depois de engavetamento da prefeitura, MP deve investigar desvio na Educação
20 de Janeiro de 2014, 09h53
Após a Procuradoria Geral do Município (PGM) ter encerrado o processo administrativo aberto para apurar o envolvimento de funcionários de carreira do Executivo no desvio de cerca de R$ 300 mil praticados contra a Secretaria Municipal de Educação no final de 2012 e ter concluído pela inocência dos tais funcionários, o Ministério Público solicitou os documentos e informações apuradas pela prefeitura e deve dar continuidade às investigações.
De acordo com o procurador geral Fabrício Correia, os documentos já teriam sido encaminhados ao MP, que deve oferecer a denúncia à Justiça.
Essa não é a primeira vez que a PGM opta por não fazer nada contra irregularidades praticadas contra o patrimônio público e mais uma vez o MP e o Judiciário terão que apurar os fatos e determinar a punição aos culpados.
Só para refrescar a memória dos leitores, o desvio de cerca de R$ 300 mil em materiais de expediente e escolares teria ocorrido no segundo semestre de 2012 e foi denunciado pela secretária Ana Carla Muniz, que realizou uma sindicância interna e apurou o desvio e os nomes de três funcionários de carreira que supostamente teriam participação no esquema.
Os documentos foram encaminhados para a PGM, que realizou uma análise preliminar das informações e entendeu que haveria indício de crime, tanto que montou uma comissão, presidida pela procuradora Tânia Nanes, para apurar os fatos.
Não se sabe o que levou a PGM a engavetar a investigação e não divulgar as suas conclusões, mas espera-se que o MP e a Justiça levem a investigação em frente e apure o envolvimento dos funcionários públicos nos desvios, estes sim, comprovados pela Educação.