Mais segurança

Usuários de táxi podem ser obrigados a apresentar documento de identidade em Rondonópolis

De acordo com o autor da proposta, o vereador Milton Mutum (PSD), a medida visa garantir mais segurança para os motoristas de táxi

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20 de Janeiro de 2016, 18h02

Usuários de táxi podem ser obrigados a apresentar documento de identidade em Rondonópolis
Usuários de táxi podem ser obrigados a apresentar documento de identidade em Rondonópolis

Um projeto de lei apresentado na Câmara de Rondonópolis pode tornar obrigatório que usuários de táxi tenham de apresentar um documento de identificação para embarcarem nos ditos veículos, como já acontece com quem vai embarcar em um avião ou ônibus intermunicipal. O projeto ainda vai tramitar pelas comissões do Legislativo antes de ir à votação e, em caso de ser aprovado e sancionado, os passageiros que quiserem usar o transporte a partir das 22 horas poderão ser obrigados a se identificarem para os taxistas.

'O que nós queremos é dar mais esse suporte para a categoria, que é vítima de muitos casos de violência', defendeu Milton Mutum  - Foto GazetaMTDe acordo com o autor da proposta, o vereador Milton Mutum (PSD), a medida visa garantir mais segurança para os motoristas de táxi e faz parte de uma campanha nacional da categoria. "No Brasil, principalmente nos médios e grandes centros, acontecem um grande número de crimes contra os taxistas, geralmente depois das 22 horas. O nosso projeto quer garantir que a partir desse horário, o taxista pode optar por solicitar a identificação dos passageiros e, caso eles não se identifiquem, o taxista não será obrigado a levá-los onde eles quiserem, como acontece hoje. Caso seja uma pessoa conhecida, o motorista do táxi pode abrir mão dessa prerrogativa", informou.

Ainda de acordo com ele, a medida valeria das 22 até as 6 horas da manhã e seria um mecanismo para inibir crimes contra os taxistas. "Dessa forma, assim que o passageiro se identifica, ele pode passar a identificação para a empresa que ele trabalha por rádio e se for vítima de algum crime, tem como identificar o criminoso. O que nós queremos é dar mais esse suporte para a categoria, que é vítima de muitos casos de violência. Pode parecer estranho para os usuários no começo, mas se a pessoa é de bem e não tem más intenções, ela vai entender que a intenção do projeto é boa e pode preservar muitas vidas de trabalhadores", concluiu.

Projetos similares já são debatidos em vários municípios brasileiros e ele agora tramitará nas comissões, podendo ir à votação em cerca de um mês.