Comportamento de militantes pode prejudicar sucesso de aliança visando 'unir Rondonópolis'

por GazetaMT

20 de Dezembro de 2012, 11h52

Comportamento de militantes pode prejudicar sucesso de aliança visando 'unir Rondonópolis'
Comportamento de militantes pode prejudicar sucesso de aliança visando 'unir Rondonópolis'

Causou mal estar a decisão do prefeito eleito, Percival Muniz, de ampliar o arco de aliança com a participação de partidos que foram adversários na campanha eleitoral - em especial o PMDB.

A decisão não chega a ser surpresa, já que Muniz e seu vice, Rogério Salles, haviam anunciado que, caso eleitos, fariam um governo de união para 'recolocar a cidade nos trilhos do desenvolvimento'. Já na campanha, eles haviam afirmado que buscariam o apoio de todas as forças políticas, incluindo as lideranças do PR e do PMDB.

O problema é que os apoiadores de Muniz ainda não esqueceram as baixarias cometidas pelos defensores de Ananias Filho (PR) durante a corrida eleitoral. Pra piorar, os 'new-aliados' tem aproveitado a aproximação para tripudiar sobre a militância pró-Muniz. Tem gente do PMDB e do PR usando redes sociais e até cartazes afixados em órgãos públicos para ironizar a situação, vangloriando-se e prometendo que manterão cargos de chefia na futura gestão.

A coluna duvida que essas figurinhas continuarão no governo, até porque quase todos são reconhecidamente incompetentes. Mas seria bom que os líderes dos partidos que estão aderindo à futura Administração exigissem um comportamento compatível de seus quadros.

Não custa lembrar que o grupo que perdeu a eleição é responsável pela situação caótica que o município vive hoje. Se a aliança der certo, vão ter a chance de reparar um pouco do estrago que fizeram. Mas, para isso, é bom que desde já comecem a mostrar um comportamento condizente com a nova situação.

O que está em jogo não são cargos ou vaidades, mas sim o futuro de Rondonópolis.