mudando de posição

"Vou fazer uso da verba com muito cuidado", diz Onofre sobre a polêmica verba indenizatória

Diferente do que pregou nas campanhas, Onofre resolveu 'aceitar' o uso da verba indenizatória do gabinete durante a sessão

por YURI RAMIRES/ DE CUIABÁ

20 de Fevereiro de 2013, 09h00

"Vou fazer uso da verba com muito cuidado", diz Onofre sobre a polêmica verba indenizatória
"Vou fazer uso da verba com muito cuidado", diz Onofre sobre a polêmica verba indenizatória

O vereador pelo PSB Onofre Júnior vêm sendo alvo de críticas após usar o plenário na manhã desta terça-feira (19) durante a sessão da Câmara de Cuiabá. Diferente do que 'pregou' em sua campanha eleitoral, Onofre afirmou que não abrirá mão da verba indenizatória. Ele alegou que não será o único vereador a ser penalizado.

Uma das suas principais bandeiras durante a campanha eleitoral, Onofre entrou em contradição no plenário durante a sessão. Antes de se posicionar a favor da verba, o vereador fez uma consulta junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), para compreender melhor o objetivo do benefício. 

O vereador Adevair Cabral (PDT), interrompeu a leitura de Onofre e se posicionou: "Eu quero ajudar o nome colega Onofre, já que o senhor deseja não receber o benefício, faça uma declaração junto à mesa Diretora e abra mão da verba", disse. 

Como foi o único vereador com interesse em não aceitar a verba, Onofre mudou de opinião. No final de sua fala, disse que apesar de querer ecoar o assunto entre seus colegas, não conseguiu retorno e por isso aceitaria oa verba, mas faria o uso dela com cuidado. 

"Vou fazer uso da verba com muito cuidado, uma vez que não tenho condições de ser amparado, então eu não tenho que ser o único da casa a ser penalizado", finalizou o vereador, desistindo de levar a dianto o assunto da derrubada da verba indenizatória. 

Assim como levantou a bandeira da derrubada da verba, Onofre também foi o único a votar contra a derrubada do veto de Mauro Mendes, que impedia o aumento do subsídio do Executivo e dos Vereador, que recebem R$ 15 mil e mais a verba indenizatória de R$ 20 mil.