Ararath

Empresário investigado pela PF doou dinheiro e conseguiu empregar filha no gabinete de Pedro Taques

Em declarações dadas à imprensa o senador do PDT disse que é amigo pessoal e que empregou filha de Fernado Mendonça em Brasília

por GazetaMT

20 de Fevereiro de 2014, 11h49

Empresário investigado pela PF doou dinheiro e conseguiu empregar filha no gabinete de Pedro Taques
Empresário investigado pela PF doou dinheiro e conseguiu empregar filha no gabinete de Pedro Taques

Mendonça, de camiseta verde, doou mais de R$ 200 mil para campanha de Pedro TaquesA inclusão do empresário Fernando Mendonça França no rol de investigados pela Operação Ararath da Polícia Federal acabou atraindo a atenção da imprensa para o senador Pedro Taques (PDT). Além de ter sido presidente do PDT em Várzea Grande, o empresário é amigo pessoal, foi o principal financiador da campanha e tem uma filha trabalhando no gabinete do senador em Brasília.

Conforme informações da Justiça Eleitoral, Fernando Mendonça doou R$ 230 mil reais para a campanha de Taques ao Senado. O valor corresponde a mais de 20% dos R$ 1,1 milhão arrecadados em toda a campanha. Ele também foi dirigente do PDT até setembro do ano passado, quando deixou a presidência do diretório de Várzea Grande já em meio às suspeitas de envolvimento em irregularidades.

Em declarações dadas à imprensa e reproduzidas por vários sites de Cuiabá, Pedro Taques admitiu a amizade com Fernando Mendonça e que emprega uma filha do empresário. "Ela está comigo em Brasília e é responsável por cuidar do meu site", disse.

O senador disse que ainda aguarda mais informações sobre as investigações feitas pela PF, mas deu sinais de que não pretende romper as relações com o empresário.

"Conheço Fernando Mendonça, é meu amigo e de fato doou financeiramente para minha campanha eleitoral, conforme pode ser observado no site do TSE. Não tenho conhecimento do que esteja acontecendo nessa operação, até porque não mantive conversas com ele (Fernando) neste sentido", declarou.

A Operação Ararath foi deflagrada pela Polícia Federal para apurar denúncias de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional. As ações realizadas ontem na Capital foram parte da quarta etapa da Operação, que anteriormente investigou também o juiz federal Julier Sebastião da Silva e várias pessoas ligadas a outra lideranças políticas em Mato Grosso.