SEM MEDO
Pré-candidato à Prefeitura pelo PDT, Vanzeli diz que enfrenta o que tiver de vir
Segundo Carlos Vanzeli, Rondonópolis pode se transformar na cidade referência no Centro-Oeste, mas para isso, precisa investir na educação
20 de Março de 2012, 11h30
Defendendo a bandeira da educação para mudar a realidade de Rondonópolis, o professor de direito, presidente do diretório municipal do PDT e pré-candidato à Prefeitura, Carlos Vanzeli, falou na manhã desta terça-feira (20) com o GazetaMT, e deixou claro que se puder ir para a disputa da Prefeitura irá com convicção e aberto para enfrentar o que tiver de vir.
Para Vanzeli, o desenvolvimento que Rondonópolis vinha alcançando com a administração do ex-prefeito Adilton Sachetti (PDT), estagnou com a falta de gestão de Zé Carlos do Pátio (PMDB). "Rondonópolis está crescendo debaixo de lona preta, com pessoas que vivem sem dignidade esperando pela promessa de receber uma casa. Vivendo sem rede de água e esgoto, sem as condições mínimas de dignidade", disparou.
"Sem educação, a população vira massa de manobra"
Segundo o pré-candidato, Rondonópolis pode se transformar na cidade referência no Centro-Oeste, mas para isso, precisa investir na educação. "Nossa ideia é a criação de pelo menos duas escolas de modelo integral e investir na educação formal, na qualidade do ensino. Sabemos que existe dinheiro para isso", destacou e relembrou que apenas 13% dos jovens rondonopolitanos frequentam o ensino superior e que este, nem sempre é de qualidade.
"Pátio me lembra o filme 'E o vento levou', com duração de quatro horas"
Vanzeli não poupou críticas à Pátio e a gestão. "Até mesmo a habitação, que ele tanto exalta, não é mérito dele, e sim da presidenta Dilma Rousseff. O que ele gosta é de dar bom dia com o chapéu alheio", criticou.
Ainda, conforme o pré-candidato, Rondonópolis nem mesmo possui uma administração atualmente. "Administração, que administração", questionou.
O PODER DA FICHA LIMPA
De acordo com Vanzeli, que é professor de ciências políticas, a recente aprovada "Lei da Ficha Limpa" não provocará mudanças políticas profundas caso a população não se torne politizada. "Apesar de apoiar a lei da ficha limpa, ela foi imposta pelo poder judiciário, e não legitimada pela população. Se as escolas não politizarem os alunos, as famílias não atuarem na formação, pouca coisa irá mudar com a lei na atual prática política".
Vanzeli citou que a juventude política também pode influenciar positivamente na renovação das práticas políticas. "Na juventude socialista do PDT temos jovens com formação exemplar que poderiam fazer a diferença, um exemplo é o Henrique Monteiro, que possivelmente será candidato a vereador", destacou.
ARTICULAÇÕES POLÍTICAS
Questionado sobre as conversas que o pré-candidato do PPS Percival Muniz vem mantendo com outros partidos que não integram o Movimento Mato Grosso Muito Mais (PPS, PSB, PDT e PV), Vanzeli foi enfático em dizer que também mantém conversações com outros partidos, na busca de ampliar a coligação, mas que Percival precisa perceber que um grupo se forma com respeito e que certas atitudes não podem respingar no grupo, e por isso, deve agir com responsabilidade.
"O PDT não tem como caminhar com o PR, mas o PR pode caminhar com o PDT"
Para Vanzeli, a atual disputa entre Adilton Sachetti e Percival Muniz nada interfere no MMMM. "Eles devem resolver o relacionamento entre eles", ressaltou, e relembrou que as críticas de Percival ao ex-prefeito Adilton Sachetti, tiveram início depois que o pedetista afirmou ter simpatia pelo pré-candidato do PR, deputado estadual, Nininho, que por sua vez, declarou à imprensa que teria o apoio de Sachetti caso fosse para a disputa pela Prefeitura.