Indigência: Em Cuiabá 'lideranças' trocam debate político por preconceito sexual
20 de Março de 2013, 08h08
Os políticos de Cuiabá não se emendam mesmo. Enquanto a população da Capital sofre com alagamentos, com as obras intermináveis da Copa do Mundo e com a precariedade dos serviços públicos, eles agora se debruçam sobre fofocas envolvendo a sexualidade do presidente da Câmara, João Emanuel.
Nesta semana Emanuel conseguiu na Justiça uma decisão liminar proibindo o empresário Júlio Campos Neto, filho do ex-governador Júlio Campos, de citar o nome dele nas redes sociais. Emanuel diz que Júlio teria insinuado que ele é homossexual e fora flagrado pela mulher em companhia de outro homem.
O empresário nega. Através do advogado, Júlio Neto acusou João Emanuel de dar um 'chilique' com o intuito de prejudicá-lo perante a opinião pública. Júlio Neto deve ser candidato a deputado no ano que vem e acusa o vereador de tentar prejudicá-lo para favorecer a família Riva - já que Emanuel é casado com a filha do presidente da Assembléia.
O caso todo exala o odor fétido da podridão política. É um exemplo clássico de como preconceitos são manipulados para viabilizar interesses escusos e inviabilizar a discussão dos temas que realmente interessam a população.
Com políticos assim fica mais fácil entender porque a nossa Capital é tão atrasada. E o Estado também.
Pobre Cuiabá. Pobre Mato Grosso.