STJ volta atrás e libera bens de acusados de superfaturamento no 'Escândalo dos Maquinários'
20 de Março de 2013, 08h00
O SuperiorTribunal de Justiça (STJ) suspendeu a medida que determinava a indisponibilidade dos bens dos ex-secretários de Estado de Infraestrutura, Vilceu Marchetti, de Administração, Geraldo de Vitto, e de todos os outros envolvidos no chamado 'Escândalo dos Maquinários'. A suspensão foi decidida pelo ministro Humberto Martins, o mesmo que havia decretado o bloqueio dos bens em outubro do ano passado. Certamente terá um efeito negativo junto a opinião pública.
Como todos sabem, Marchetti e de Vitto foram apontados como os mentores do esquema que teria superfaturado a compra de maquinários para 141 municípios. A transação, realizada em 2010, custou R$ 244 milhões aos cofres públicos e, segundo o Ministério Público, desse total R$ 44 milhões foram superfaturados e desviados.
Três anos depois a Justiça ainda não julgou o caso e nem tem data para fazê-lo. O dinheiro desviado ainda não foi integralmente devolvido e nada indica que isso acontecerá.
Como também ninguém foi punido, a opinião pública terá, mais uma vez, a impressão de que no Brasil o crime compensa. Para isso, basta apenas que os acusados tenham ligações políticas, que os valores sejam elevados e o dinheiro seja do povo. Se for assim, ao invés de cadeia, os acusados ganham espaços em colunas sociais e, não raro, altos cargos no Poder Público.
Uma lástima.