DEBANDADA

Bolsonaro e Feliciano estudam deixar o PSC

Puxadores de voto podem, ainda, arrastar outros nomes de olho em 2018

por GazetaMT

20 de Março de 2017, 07h33

Bolsonaro e Feliciano estudam deixar o PSC
Bolsonaro e Feliciano estudam deixar o PSC

Em 2014, o PSC (Partido Social Cristão) era uma festa.

A sigla realizava sua convenção nacional na Assembleia Legislativa de São Paulo. Lá fora, caixas de som tocavam "Hotel California". Dentro, uma selfie reunia dois deputados, Marco Feliciano e Jair Bolsonaro, e o candidato à Câmara Dr. Rey.

"Os dois maiores héteros e o homem que toca todas as mulheres [o cirurgião plástico Rey]", bradava Feliciano no salão.

Do trio, só Bolsonaro não era filiado ao PSC - ainda. No ano seguinte, ele trocou o PP pelo partido, que já abrigava um de seus filhos, Eduardo, deputado que nem o pai.

A festa acabou

Potenciais puxadores de votos da legenda, Bolsonaro e Feliciano já articulam o divórcio eleitoral (após perder em 2014 e declarar que "o Brasil preferiu os mesmos malandros de sempre", Dr. Rey deixou a sigla).

Pré-candidato à Presidência, o primeiro foi o deputado mais votado no Rio em 2014 (465 mil votos). O segundo teve a terceira melhor colocação no pleito paulista (398 mil).

Junto com o pai debandariam também três Bolsonaros. O primogênito Flávio se candidatou a prefeito carioca e, mesmo terminando no 4º lugar, teve desempenho acima do esperado (14%, contra 10% projetados pelo Ibope).

Também em 2016, o caçula Carlos virou o vereador mais votado no Rio (106 mil eleitores). E Eduardo, dois anos antes, ganhou 82 mil votos em São Paulo e garantiu vaga na Câmara ao lado do pai, estendendo a base fluminense do clã para o Estado vizinho.

Bolsonaro já deixou claro que não fica no PSC. Tinha um pré-acordo com o partido, conta: se conseguisse 10% das intenções de voto para a corrida presidencial de 2018, "a legenda seria minha".

Feliciano vê o PSC balançado e conversa com outros partidos. Questionado, ele só afirma que sua intenção é se candidatar ao Senado em 2018. Diz considerar o momento propício a conservadores como ele. "E minha rejeição vem de um grupo pequeno, os gays."

 

Com informações de UOL