GRAVAÇÕES CLANDESTINAS
AL faz BO e Polícia Civil já investiga arapongagem
20 de Abril de 2020, 15h43
O primeiro secretário geral da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (PSB), declarou na tarde desta segunda-feira (20) durante sessão ordinária realizada na Assembleia Legislativa que já foi registrado um Boletim de Ocorrência na delegacia fazendária a descoberta de um esquema de arapongagem que estava em pleno funcionamento na presidência da Assembleia Legislativa até a semana passada.
“Agora, esperamos que as autoridades responsáveis pelas investigações tomem as providências necessárias diante deste atentado contra a democracia”, declarou.
Uma investigação interna descobriu aparelhos de gravação na presidência da Assembleia Legislativa, onde permanece o deputado estadual Eduardo Botelho (PSB) e no espaço do Colégio de Líderes, onde parlamentares debatem projetos de lei e outros assuntos relacionados às demandas do Legislativo.
O chefe da Polícia Civil de Mato Grosso, delegado Mário Dermeval, já designou os delegados Juliano Silva de Carvalho e Eduardo Botelho para conduzir as investigações.
A descoberta de um esquema clandestino de gravações foi feito por um funcionário da Casa Legislativa.
Logo após a descoberta, o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (DEM), convocou a Mesa Diretora para tratar do assunto. No primeiro momento, a desconfiança era se o sistema de escuta encontrado não fazia parte de uma investigação policial com autorização da justiça.
Porém, logo descartaram por conta da aparência de 'amadorismo' nos materiais. No entanto, a desconfiança de que a implantação do esquema de arapongagem ter partido do próprio Legislativo.
Isso porque apenas os funcionários da presidência da Assembleia tem acesso as salas em que foram encontrados as câmeras e escutas. Nos bastidores, a informação é que o caso teria a ver com a eleição da Mesa Diretora que será no início de julho.