Presidente Éder Morais é preso em operação da Polícia Federal, no dia do aniversário do Mixto
Dirigente e politico, Moraes se é notabilizou por polêmicas e investigações em Mato Grosso
20 de Maio de 2014, 15h25
O Mixto Esporte Clube, um dos clubes mais tradicionais de Mato Grosso, completa nesta terça feira (20) 80 anos de existência. O dia que era para ser festivo começou com uma bomba pelos lados do Tigre da Vargas, com a prisão de seu presidente Éder Moraes, na Operação Ararath, a ação da Polícia Federal investiga o envolvimento de políticos e empresários com factorings fantasmas, para a lavagem de dinheiro. Além de Éder Moraes, o Deputado José Riva também foi preso e o Governador do Estado Sinval Barbosa foi conduzido coercitivamente até a sede da PF na capital.
O mandatário mixtense se notabilizou por polemicas e anúncios de mega projetos para o futuro do clube que nunca saíram do papel, como um moderno Centro de treinamentos. Além de sempre que retornava ao clube para presidi-lo, a desconfiança de parte da torcida de que Eder usaria o clube apenas para ascensão politica e sem nenhum planejamento a longo prazo para a alvinegro. A festa previamente marcada pode ser cancelada devido a prisão de Eder Moraes, na agenda uma carreata, churrasco e homenagens.
Segundo a assessoria jurídica de Éder Moraes, o mandatário alvinegro foi levado para Brasília e ficará a preso para prestar depoimento a Polícia Federal à respeito de seu envolvimento ou não com o esquema.
EDER MORAES E AS LAND ROVERS
Quando Eder Moraes era Secretário Geral da Copa, a antiga Agecopa foi alvo do Ministério Público Estadual, por uma suposta compra de veículos especiais de segurança, no valor total R$ 14 milhões, o que chamou atenção na investigação é que cada Land Rover custava na época em média R$ 135 mil a R$ 150 mil, conforme valores repassados pela concessionária da marca em Mato Grosso. O veículo mais o custo dos equipamentos de segurança russos elevariam o total do carro para astronômicos R$ 1,4 milhão.