GREVE NO ESTADO
Polícia Judiciária Civil e Agentes Prisionais de Mato Grosso cruzam os braços a partir do dia 30
20 de Maio de 2016, 07h17
Servidores da Polícia Judiciária Civil (PJC) e Agentes Prisionais de Mato Grosso entrarão em greve a partir do dia 30 deste mês. A informação foi confirmada pelos sindicatos que representam a categoria. Os servidores cobram o pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA), suspenso pelo Governo do Estado.
Nos dias 24 e 25 estão previstas, ainda, paralizações. Com a greve, apenas 30% de todo o efetivo deverá trabalhar, como prevê a Legislação. "Há uma possibilidade muito forte, porque o fórum sindical decidiu por essa paralisação nos dias 24 e 25. A partir do dia 30 faremos uma greve geral, porque vamos seguir o que decidiu o fórum sindical", contou o presidente do Siagespoc -sindicato que defende os policiais civis- Cledison Gonçalves da Silva.
Quem fez coro com ele foi o representante dos agentes penitenciários, João Batista Pereira de Souza, presidente do Sindspen. "O nosso salário está bem abaixo, se compararmos com Rio Grande do Sul, por exemplo. Então, se eles não vão pagar o RGA, eles tem um plano de carreira em que o salário chegará a R$ 8 mil em 2018 e nós aqui, o que temos?", questiona o presidente do Sindspen.
Segundo afirmam os líderes sindicais, o único modo de reverter a greve iminente é o Governo do Estado fazer a reposição de 11,28% de perda inflacionária acumulados desde o último ano até aqui ou negociar contrapropostas. Da parte do governo, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Márcio Dorileo, responsável pelo sistema penitenciário, explicou que acredita ser possível ainda um entendimento entre as partes.
Há duas semanas, como adiantado pelo GazetaMT, em nova tentativa de evitar o confronto, o governador Pedro Taques (PSDB) reiterou o apelo para que os servidores públicos de Mato Grosso não façam greve e, sim, cerrem fileiras com o governo para melhorar a situação. "Eu peço ao servidor que não faça greve, neste momento. Por quê? O Brasil passa por momento de crise. Temos 11 milhões de desempregados, atualmente. O momento não é de greve. É momento de trabalharmos para que o Brasil possa crescer e Mato Grosso, também".
O governador insistiu na defesa do estudo da equipe econômica que dá conta de que, se conceder o Reajuste Geral Anual (RGA), os salários logo estarão atrasados, provavelmente em julho. "O momento não é de greve. Não estamos pagando RGA porque nossa administração não deseja. É que não temos condições de fazê-lo, sob pena de atrasar a folha de pagamento".
Taques reconheceu que o RGA é um direto do servidor, mas deve obedecer à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece o teto de gastos com pessoal - 49% das receitas líquidas.