Conselho de Saneamento ainda não se pronunciou sobre lançamento de esgoto no rio Vermelho
20 de Junho de 2012, 00h32
Está confirmada para esta quinta-feira (21) a primeira reunião do ano do Conselho Municipal de Saneamento Ambiental, que é formado por funcionários da Prefeitura e também por dirigentes de várias entidades que representam a sociedade. A pauta prevê a apresentação da nova diretoria e uma análise da obras que estão sendo realizadas na cidade. É pouco.
Na verdade causa estranheza o silêncio deste Conselho diante dos graves crimes ambientais registrados na cidade e causados pelo próprio órgão. Não vimos nenhum pronunciamento dos 'conselheiros' quando houve o mega despejo de esgoto 'in natura' no Rio Vermelho, ainda na gestão do ex-prefeito José Carlos do Pátio. E, agora, parece que também desejam emudecer diante do despejo registrado no último final de semana - desta vez causado por uma empresa privada.
Se há mesmo interesse em garantir práticas adequadas no que tange ao Saneamento, o Conselho precisar deixar isso claro com ações contundentes. Pode começar cobrando o resultado das apurações abertas pela Polícia e pelo Ministério Público sobre os dois primeiros casos. Também seria de bom tom que os 'conselheiros' aproveitassem a nova gestão para definir medidas capazes de impedir no futuro a repetição dos erros recentes.
Desfazer os danos já causados é quase impossível. Mas garantir a responsabilização dos culpados e prevenir novos danos ambientais indicará, no mínimo, que aprendemos a lição. Fica o conselho.