Pizza: CPI do MT Saúde evita discutir origem dos problemas e poupa figurões
20 de Junho de 2013, 04h00
Frustração. Talvez seja essa a palavra que melhor define o resultado da CPI aberta ainda no ano passado pela Assembleia Legislativa para apurar as suspeitas de irregularidades no MT Saúde. O plano foi criado em 2003 supostamente para atender os servidores estaduais, mas praticamente faliu sob o peso de sucessivas más gestões.
O relatório foi apresentado nesta semana pelo deputado Emanuel Pinheiro (PR). Citou como 'culpadas' pela falência do plano as operadoras Open Saúde e Saúde Samaritano. Mas considerou que os problemas ocorreram apenas a partir de 2011, omitindo muita coisa. Entre os nomes citados por envolvimento não há nenhum 'peixe grande' desta ou da gestão anterior.
A deputada Luciane Bezerra (PSB), que era vice-presidente da CPI, prometeu apresentar na semana que vem um relatório paralelo, mais completo. Ela, por exemplo, considera que as irregularidades no MT Saúde começaram bem antes, ainda no governo de Blairo Maggi (PR), e envolveram mais pessoas.
Pode até ser que surja algo novo. Mas, cá entre nós, nada indica que os deputados tenham mesmo interesse em apurar esse escândalo. Ou qualquer outro...