2016
Nininho nega candidatura, mas cobra que PR discuta questão com a sociedade
'Não quero assumir isso sem ser discutido com a sociedade. Eu sempre cobrei do partido que promova essa discussão', disse o deputado
20 de Julho de 2015, 12h00
O nome do deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho (PR), é citado constantemente nas rodas de conversa política como possível candidato a prefeito de Rondonópolis em 2016. Ele próprio admite receber cobranças pelo lançamento de uma pré-candidatura para o Palácio da Cidadania, mas se esquiva de assumir a postulação, cobrando que o seu partido abra uma discussão com outros partidos e segmentos sociais para debater o assunto e chegar a um nome par a disputa do cargo.
"Não quero assumir isso sem ser discutido com a sociedade. Eu sempre cobrei do partido que promova essa discussão. Nós temos que reunir com as entidades organizadas para fazer essa discussão com os representantes dos diversos segmentos da sociedade. Essa missão não pode ficar restrita a uma meia dúzia que tem mandato, pois tem muito mais gente que tem interesse em disputar essa indicação", disse.
Apesar de se esquivar de assumir a intenção de disputar a prefeitura, a direção do PR no município já fala em ter candidatura própria a prefeito no peito do ano que vem e o deputado é um dos nomes citados como possível pré-candidato. "Eu tenho sido cobrado por lideranças, mas defendo que esse nome saia de uma discussão ampla com a sociedade, que no geral tem seus motivos para estar descontente com a classe política. Mas por outro lado, se quisermos uma cidade melhor, um estado e um país melhores, nós temos que participar do processo. Essa é uma discussão que não cabe só para meia dúzia de vereadores ou deputados, políticos com mandato eleitoral, mas é de toda a sociedade", defendeu.
No raciocínio do deputado, dessa discussão pode surgir um consenso em torno do nome de algum empresário ou pessoa da sociedade, que não tenha vinculação ou militância partidária, como foi o caso do ex-prefeito e hoje deputado federal Adilton Sachetti (ex-PR e atualmente no PSB). "Eu sou dessa opinião. Que quero partir para essa discussão maior, não só com o meu partido, mas com os outros partidos e tratar desse assunto, da nossa cidade. O PR tem vários nomes e pode ter candidatura própria, mas eu ajudaria alguém que tivesse nome melhor para a cidade e que não fosse de seu partido. Não teria problema nenhum para mim", afirmou, sobre possíveis coligações.
Bom momento
Lastreado pela CPI da Telefonia, da qual foi presidente e que constatou inúmeras irregularidades nos serviços de telefonia móvel no estado, possibilitando a assinatura de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) que provocaram uma melhora sensível no sistema e o surgimento de uma Parceria Público Privada (PPP) entre as operadoras e o Governo do Estado, que levará torres de telefonia a 109 distritos que não contam com o serviço, além de ser o atual primeiro secretário da Assembleia, Nininho vive um bom momento de sua carreira política e pode estar apenas criando 'despistes' para não ter o nome no centro da discussão política e sofrer os desgastes decorrentes disso.
Um dos orgulhos de Nininho é a economia e a devolução de R$ 20 milhões aos cofres estaduais, que serão usados para comprar ambulâncias para os municípios do interior. "Vamos fechar esse ano com a devolução de R$ 80 a 100 milhões para ao cofres do governo. Essa é uma economia que será usada em benefício do povo", concluiu.