AO PAI DE ATIRADORA

Desembargador revoga decisão de aumento de fiança e indiciamento

A decisão compreende que não houve oportunidade prévia do direito ao contraditório ao ofendido, uma vez que ele não foi sequer ouvido na oportunidade

por Da Redação

20 de Julho de 2020, 10h14

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto
Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

O empresário Marcelo Martins Cestari, pai da adolescente de 14 anos, que matou a amiga Isabele Guimarães Ramos, também de 14 anos, há uma semana, no condomínio de luxo Alphaville, em Cuiabá, deve ser ‘liberado’ de pagar o aumento da fiança de R$ 1 mil para R$ 209 mil, como determinado pelo juiz de 1ª Instancia.

A defesa do empresário afirmou que quando feita a coação ilegítima do aumento da fiança, arbitrada pelo delegado de polícia, e da culpabilidade do crime, quando do indiciamento de homicídio culposo (não há intenção de matar), não foi oportunizado à Marcelo o direito a defesa e ao amplo contraditório dos fatos investigados pelo Juízo responsável.

Além disso, teria alegado a defesa que o empresário não dispõem de condições suficientes de pagar a fiança de R$ 209 mil em razão de estar passando por dificuldade de liquidez financeira neste momento de pandemia. Por isso, há a diminuição, assim entendeu o desembargador, para R$ 10 mil.

No dia do crime, havia um arsenal de armas na casa do empresário. Em depoimento, ele teria pedido a filha de 14 anos para guardar um dos objetos em seu guarda-roupa, porém a garota afirma que ao deixar cair uma das peças no chão, acabou sem saber como definitivamente, atingindo a amiga que foi em busca dela no momento em que a suspeita subiu para entregar a arma.

A mãe de Isabele, concedeu uma entrevista ao programa da Rede Globo, Fantástico, na noite deste domingo (19). A mulher não acredita na versão contada pela família da amiga de sua filha morta. Disse ainda que sabia que todos os membros da família, que está sendo acusada, eram praticantes de tiro esportivo, mas que se soubesse da deliberação na residência nunca teria deixado a filha ter ido até lá.

A garota apenas teria saído de casa para fazer um bolo na casa da amiga e deixou o local no carro do Instituto de Medicina Legal ( IML).