DEU NO FANTÁSTICO

Mãe de adolescente morta no Alphaville diz não acreditar tese de disparo acidental

O crime aconteceu num domingo (12). A versão apresentada pela amiga da vítima seria de um disparo acidental.

por Daffiny Delgado, de Cuiabá

20 de Julho de 2020, 06h58

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

A mãe da adolescente de 14 anos que morreu com um tiro na cabeça no condomínio Alpaville 1, Patrícia Hellen Guimarães Ramos, afirmou em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, deste domingo (19), que não acredita na tese de tiro acidental.

Isabele Guimarães Ramos, foi morta na noite de domingo (12), na residência de sua amiga, localizada no condomínio de luxo, em Cuiabá.

De acordo com as investigações, ela, o pai, o namorado e o sogro seriam praticantes de tiro esportivo.

“Eu sabia que eles eram todos praticantes de tiro, mas eu não sabia que ele tinha um arsenal de armas em casa e eu muito menos sabia que as armas circulavam em casa de maneira deliberada, armas carregadas. Senão eu nunca teria deixado minha filha frequentar a casa deles”, disse ela em reportagem.

A morte da adolescente está sendo investigada pela Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), sob o comando do delegado Olímpio da Cunha Fernandes Junior.

Em depoimento á polícia, a menor afirmou que o disparo que tirou a vida de Isabeli foi acidental.

“Eu não acredito nisso. Eu não estou desmentindo o depoimento dela, mas eu, como mãe, não compreendo de armas, mas acho isso pouco provável. Como o disparo aconteceu justo na cabeça da minha filha?", questionou Patrícia.

"Ela era uma filha querida, inteligente, e eu tinha muitos planos para ela. Minha filha saiu de casa para fazer um bolo e saiu de lá carregada pelo IML. Essa é a triste realidade disso".

Na reportagem, o delegado Wagner Bassi da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) afirmou que as armas utilizadas pelos atiradores possuem um gatilho mais "mole".

“A pistola era modificada, tinha uma alteração para participar de campeonatos. Dessa forma, eles tinham mexido no gatilho e o acionamento dela, era um pouco mais mole. Agora a gente vai verificar se essas alterações permitiram o disparo acidental”, disse.

Entenda o caso

Após a constatação da morte de Isabeli, policiais encontraram sete armas na casa, de propriedade do empresário Marcelo Martins Cestari, de 46 anos, que informou ser atirador esportivo.

Ele chegou a ser preso, mas foi colocado em liberdade provisória ao pagar uma fiança de R$ 1 mil.

O sogro da adolescente de 14 anos, suspeita do crime, identificado como G.F.M.C.C, e o filho de 16 anos também são praticantes do tiro esportivo.

Inicialmente o caso estava sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No entanto, durante as investigações, a Polícia Civil decidiu transferir os trabalhos investigados à DEA e a Deddica.