Arte e Cultura

Grupo de violinistas chiquitanos é uma das atrações do Armazém Universitário desta sexta-feira

Além das apresentações indígenas, o evento vai contar ainda, com a comercialização de arte indígenas e bazar de livros de autores indígenas

por GazetaMT

20 de Agosto de 2014, 14h28

Grupo de violinistas chiquitanos é uma das atrações do  Armazém Universitário desta sexta-feira
Grupo de violinistas chiquitanos é uma das atrações do Armazém Universitário desta sexta-feira

A interação entre acadêmicos e moradores do entorno da Universidade Federal de Mato Grosso extrapola os limites e chega até a aldeias indígenas, ou melhor, é a universidade que se transforma em uma grande aldeia, como espaço de coesão. É que os índios vão ser protagonistas de mais uma edição do Armazém Universitário, no dia 22, a partir das 18 horas, ao apresentar algumas de suas manifestações artísticas.

Caso dos chiquitanos, que além de apresentar a dança da seriema e a música cantada na língua materna, participa ainda com o grupo Niósch Haukiná (Sementes Nativas), internacionalmente conhecidos por conta de seus violinistas. As duas primeiras apresentações ficam a cargo dos chiquitanos da terra indígena Portal do Encantado, enquanto a música executada ao vivo, leva a assinatura da terra indígena Vila Nova Barbecho.

As ações desta nova versão do Armazém Universitário são desenvolvidas pela Gerência de Projetos Culturais - da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (PROCEV) -, em parceria com o Programa de Inclusão Indígena "Guerreiros da Caneta", da Proind, da UFMT. "O evento tem a intenção de apresentar e valorizar a presença das diversas etnias indígenas presentes tanto na universidade como também na sociedade brasileira", destaca a responsável pela GPC, Maria Helena Coradini.

Além das apresentações indígenas, o evento vai contar ainda, com a comercialização de arte indígenas,  bazar de livros de autores indígenas, CD's e DVD's produzidos pelos realizadores nativos, pintura corporal, culinária tradicional, uma exposição fotográfica e também a presença do músico indígena Luciano Pareci tocando sertanejo.

A venda dos produtos tem a intenção de fortalecer a sustentabilidade e fomentar a cadeia criativa e econômica entre os povos que estarão expondo seus produtos. Para mesclar as culturas além das atrações de várias etnias indígenas teremos também a participação da banda Moden tocando pop rock e da musicista Mariana Borealis no gênero MPB, além da venda de bebidas, crepes, estrogonofe, torta de frango, pudim, comida portuguesa, pães caseiros e integrais, entre outros.

Vale ressaltar, a programação com foco na cultura indígena, começa um dia antes (21/08) com o Sarau das Mulheres indígenas. O evento é realizado através do edital de apoio da Procev e do edital Pró Cultura, Esporte e Vivência 2014. Essa programação terá início às 17h no bosque da UFMT, local escolhido por proporcionar aos participantes o contato com a natureza. Com o tema "A palavra da mulher indígena é sagrada", o Sarau traz até Cuiabá mulheres do povo bakairi, contando a presença do povo karajá, terena, bororo, entre outros, além de não indígenas que utilizarão os cantos, as danças circulares e a literatura para promover a harmonia, as trocas e a integração entre os participantes.