IMPOSTOS

Governador Pedro Taques defende unificação das alíquotas no Consórcio Brasil Central

por GazetaMT

20 de Agosto de 2016, 13h38

Governador Pedro Taques defende unificação das alíquotas no Consórcio Brasil Central
Governador Pedro Taques defende unificação das alíquotas no Consórcio Brasil Central

O governador Pedro Taques (PSDB) defendeu a unificação das alíquotas dos impostos cobrados pelos estados integrantes do Consórcio Brasil Central. Ele participou nesta sexta-feira (19) de um encontro, na cidade de Bonito (MS), e ressaltou a importância do fim da chamada "guerra fiscal" para o desenvolvimento de todas as unidades da federação. Além da questão tributária, Taques assinou o acordo de cooperação e o plano de trabalho para o Pacto Interestadual de Segurança Pública Integrada. O Fórum Brasil Central é composto pelos estados que compõem o Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal), além de Tocantins e Rondônia.

Ao falar da unificação das alíquotas, o governador destacou que o tema já está em debate, em nível estadual, por parte da Fundação Getúlio Vargas (FGV), contratada para realizar a reforma tributária de Mato Grosso, e o setor produtivo. "Temos que parar com a chamada guerra fiscal, isso não nos cabe mais. Nós do Brasil Central queremos ter oportunidades iguais para todos, evitando por exemplo, que empresas saiam de Mato Grosso e vão para Goiás, o que não ocorreria se todos tivéssemos a mesma alíquota".

Ele afirmou ver como possível a equalização dos impostos e defendeu a necessidade de se aumentar a base da arrecadação, fazendo com que os estados ganhem em escala. "Esse é o ideal e vejo como possível que isso se dê. Se o Mato Grosso do Sul, por exemplo, diminui a alíquota do combustível, isso fará com que os caminhões que passam por Mato Grosso deixem de abastecer naquele estado. Isso é ruim para todos".

Presidente do consórcio interestadual, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), vê com bons olhos a proposta levantada por Taques. Ele lembrou que este era um dos temas que deveria ter sido debatido entre os países que compõem o Mercosul. "Os países não foram capazes de criar uma política alfandegária de integração. Acho que o Brasil Central pode dar mais este exemplo".

SEGURANÇA - Já na parte de segurança, o governador destacou a necessidade de que os estados integrantes do consórcio analisem de forma diferenciada a questão da fronteira. Ele lembrou que dos membros do Brasil Central, três estados possuem fronteira seca com países vizinhos, como a Bolívia e o Paraguai. São eles Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia. "São por estas fronteiras que entra a maior parte da droga consumida no Brasil".

Ele salientou que a segurança pública não pode ser tratada somente do ponto de vista da polícia. "Paz é sinônimo de desenvolvimento, diz o Papa Francisco e esse olhar dos secretários deve ser importante. Nós poderíamos pensar na segurança pública, não só como polícia, mas como o desenvolvimento desta região. Não há combate à criminalidade sem superarmos a pobreza".

Ainda no encontro, mas na área de Educação, foi apresentada proposta de cooperação técnica, denominada "Studo +", para melhoria da oferta e qualidade do ensino público em nível fundamental. Além disso, os chefes do Executivo assinarão um acordo de promoção do Programa de Tutoria Pedagógica.

 

Com informações A Gazeta