AUXÍLIO
CMN aprova fundo de reserva de R$ 1.3 bilhão para produtores de café atingidos pelas geadas
O auxílio foi aprovado nesta semana, em reunião extraordinária, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mediante recomendação do Ministério da Agricultura.
20 de Agosto de 2021, 11h45
Os produtores de café afetados pelas geadas nas principais regiões produtoras de Minas Gerais, São Paulo e Paraná poderão contar com um fundo de reserva R$ 1.319 bilhão para cobrir os prejuízos causados pela ação do clima.
O auxílio foi aprovado nesta terça-feira, em reunião extraordinária, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mediante recomendação do Ministério da Agricultura.
O CMN explicou, em nota, que havia aprovado a distribuição de recursos para o ano agrícola de 2021/2022, das linhas de financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), mas foi surpreendido em julho pelas geadas que atingiram as regiões produtoras.
Diante disso, informou o Conselho, foram reservados “20% do valor das linhas de Custeio, Comercialização, Capital de Giro e Financiamento para a Aquisição de Café (FAC) e 100% do valor da linha de Recuperação de Cafezais Danificados (totalizando R$ 1.319 bilhão)”, como medida de apoio aos produtores, que poderá ser adotada após a avaliação dos efeitos econômicos decorrentes do evento climático.
Reconhecimento
“Com a resolução do CMN, registro meu voto de reconhecimento ao trabalho que a ministra Tereza Cristina desempenhou para a aprovação desses recursos”, destacou Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC). “A partir de agora, queremos deixar nossas lideranças, cooperativas e produtores tranquilos com relação a esse auxílio”.
Transparência
Silas disse ainda que a Fundação Pró-Café está fazendo um levantamento do número total de áreas atingidas pelas geadas. “Trabalhamos de maneira técnica e transparente para atender nossos produtores nesse momento de dificuldade, e com responsabilidade para a utilização dos recursos reservados do Funcafé.”
Acesse aqui a Resolução CMN nº 4.938. O Conselho é formado por integrantes do Ministério da Economia e do Banco Central.