NA LEGALIDADE
STF nega recurso e mantém pena de 36 anos de prisão para Carlinhos Bezerra por duplo homicídio em MT
De acordo com a acusação, os disparos ocorreram em plena luz do dia, em uma região urbana movimentada, com uso de uma pistola semiautomática
20 de Agosto de 2026, 07h29
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o recurso interposto pela defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, e confirmou a pena de 36 anos de prisão pelo assassinato da ex-companheira Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno. A decisão judicial foi oficializada nesta terça-feira (18).
A defesa tentava anular o processo sob a justificativa de cerceamento de defesa, afirmando não ter tido acesso integral a documentos e provas antes do julgamento popular. Contudo, o ministro entendeu que a condução do caso pela Justiça de Mato Grosso ocorreu em total conformidade com a legalidade.
Em julho, a sessão inicial do Tribunal do Júri chegou a ser interrompida após os advogados abandonarem o plenário usando a mesma fundamentação. O julgamento acabou sendo remarcado e realizado dez dias depois, culminando na sentença condenatória. Fux destacou que os relatórios do Judiciário estadual comprovaram que a gravação da primeira sessão foi disponibilizada e anexada aos autos antes do novo júri, não restando caracterizada nenhuma violação às normas ou súmulas da Suprema Corte. O magistrado reforçou ainda que argumentos idênticos já haviam sido apresentados e recusados nas instâncias inferiores.
O veredito final, proferido em 31 de julho, sentenciou Carlinhos Bezerra a 20 anos de reclusão pelo feminicídio qualificado de Thays e a 16 anos pelo homicídio qualificado de Willian, totalizando 36 anos de cumprimento de pena em regime inicialmente fechado.