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Sispmur deve se reunir esta semana com prefeito para discutir pauta dos servidores

O prefeito Percival Muniz (PPS) deve receber representantes dos servidores para abrir as negociações

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21 de Janeiro de 2013, 11h47

Sispmur deve se reunir esta semana com prefeito para discutir pauta dos servidores
Sispmur deve se reunir esta semana com prefeito para discutir pauta dos servidores

'O prefeito pretende fazer uma programação para repor todas as perdas acumuladas nas últimas administrações até o final do seu mandato', informou o vice Rogério Salles - Foto Marcos Magalhães/GazetaMTO Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur) deve se reunir ainda esta semana com o prefeito Percival Muniz (PPS) para abrir a discussão a respeito da pauta de reivindicações da categoria. O principal ponto da pauta mais uma vez deverá ser a questão salarial.

Segundo o presidente do Sispmur, Rubens Paulo, os servidores reivindicam de imediato a reposição da inflação acumulada do ano de 2012, avaliada pelo sindicato em 6,19%, com pagamento desse percentual já na folha de pagamento do mês de janeiro. "A data-base dos servidores do Município é agora em janeiro, mas não vamos conseguir resolver todas as questões em uma única reunião. Por isso, pedimos que o prefeito faça essa primeira reposição enquanto avançamos nas outras negociações", justificou o sindicalista.

Além da reposição da inflação do ano passado, os servidores cobram a reposição de perdas acumuladas nos últimos anos, que chegariam a 19%, ainda segundo dados do Sispmur. Outros pontos da pauta dizem respeito á melhora na estrutura e condições de trabalho nas repartições públicas, o piso dos professores, a unificação da jornada de trabalho de 30h na Farmácia de Manipulação e no Sanear, a estruturação do departamento de perícia médica e o pagamento de insalubridade.

Rubens Paulo informou ainda que os servidores estão animados quanto ao rumo das negociações e confiam na nova administração. "Até o ano de 2004, último ano de gestão anterior do atual prefeito, o menor salário da prefeitura passava de 1,5 salário mínimos e os professores ganhavam mais de cinco salários, o que era bem acima do salário pago pelo Estado. De lá para cá, todos os salários diminuíram. Então, existe uma expectativa muito grande no meio dos servidores e eles confiam nessa administração, por conta do seu histórico de ficar ao lado do servidor", avaliou.

Por outro lado, o vice-prefeito e coordenador do novo Gabinete de Gestão, que engloba setores estratégicos da administração, como as secretarias de Receita, Finanças, Planejamento e Administração, Rogério Salles (PSDB), informou que o prefeito deve receber representantes dos servidores para abrir as negociações, mas adianta que a disposição do prefeito é fazer uma negociação macro, discutindo todos os pontos da pauta com os sindicalistas.

"O prefeito pediu mais informações para a equipe econômica da prefeitura sobre os índices da inflação e os percentuais de perda dos servidores, pois ele gostaria de discutir uma pauta maior com eles, mas ele já nos adiantou que pretende fazer uma programação para repor todas as perdas acumuladas nas últimas administrações até o final do seu mandato, com os pés no chão e conforme a projeção da receita", disse Rogério Salles.