Privatização de rodovia destrói planos de políticos que tentavam assumir 'paternidade' da duplicação
21 de Janeiro de 2013, 00h17
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) concluirá nesta semana a fase de audiências públicas sobre a terceira fase do programa de desestatização de rodovias, como foi 'carinhosamente' apelidado o processo de privatização iniciado ainda na gestão de Fernando Henrique Cardoso, em 1997, e incorporado pelos governos Lula e Dilma.
Estão incluídas nesta etapa as BRs-262 (MG-ES); 050 (GO-MG); 060/262/153 (DF-GO-MG); 153 (TO-GO); 101 (BA) e 163/267/262 (MS e MT). Aqui em Mato Grosso o trecho vai da divisa com Mato Grosso do Sul até Sinop - incluindo aí a ligação entre Cuiabá e Rondonópolis, que se sobrepõe ao traçado da BR-364.
O edital em discussão prevê que todo o trecho mato-grossense seja duplicado até o quinto ano, dos 25 previstos para a exploração de pedágio pelos concessionários. Ou seja, se a duplicação sair nós mesmos é que pagaremos a conta.
Não vai ficar barato, mas a boa (?) notícia nessa história é que a privatização impedirá que algumas lideranças políticas continuem mentido ou tentem assumir a 'paternidade' da tão sonhada duplicação.
Como diz o ditado, há males que vem para o bem.