Eleições 2016
PSD vai renovar direção e filiar lideranças de olho nas eleições deste ano
O partido planeja um encontro regional em fevereiro e espera receber dezenas de novas filiações
21 de Janeiro de 2016, 16h48
Depois de ver seu líder maior, o deputado estadual José Riva, ser preso, e ter toda a sua cúpula renovada, o Partido Social Democrático (PSD) se prepara para também renovar sua direção municipal e receber novos filiados, de olho nas eleições deste ano. O partido planeja um encontro regional em fevereiro e espera receber dezenas de novas filiações.
De acordo com o presidente municipal da legenda, o vereador Milton Mutum, o partido não chegou a se esvaziar na cidade com as prisão de Riva e se prepara para se fortalecer de olho na eleição deste ano. "O PSD aqui em Rondonópolis está sendo todo renovado, até em função da mudança da direção estadual, onde ele foi todo renovado. Isso (prisão de Riva) não atingiu ninguém daqui, pois nós não tínhamos nenhuma ligação maior com a direção estadual. Recebemos um novo fôlego com a vinda do (vice-governador) Carlos Fávaro para o partido. Vamos organizar um grande encontro regional do partido em fevereiro para anunciar a filiação de novas lideranças e vamos chegar nas eleições deste ano bem fortalecidos", informou.
Entre as lideranças que devem assinar ficha de filiação no PSD, o destaque é o empresário Neles
Farias, do ramo de materiais de construção e da construção civil, além de várias outras, sobre quem Mutum prefere silenciar.
Ele afirma ainda que tanto ele quanto seu companheiro de legenda no Parlamento Municipal, Ibrahim Zaher, devem se recandidatar ao cargo de vereador, mas podem estudar a possibilidade de se lançarem candidatos a prefeito. Ele também citou o nome do ex-vereador Mohamed Zaher e do empresário Neles Farias como possíveis nomes. "O PSD tem nome, peso e força política para bancar uma candidatura a prefeito. Isso não falta, mas se isso vai acontecer, só o tempo dirá", despistou.
Sobre possíveis coligações, Mutum diz que a sigla que dirige não tem restrições e que tudo depende dos rumos das articulações. "Nos sentimos à vontade para apoiar qualquer candidato, seja ele do partido A, B ou C. Não temos nenhum problema com isso. Nós temos total independência para conduzir os rumos da eleição municipal. Já conversei isso com o nosso presidente regional e temos o seu aval para conduzirmos nossas articulações aqui como acharmos melhor, pois essa é uma eleição municipal. Já em 2018, aí sim, vai ser uma eleição estadual e teremos que nos submeter à orientação da direção estadual como não poderia ser diferente", esclareceu.
Apesar da fala, ele admite que o PSD deve seguir na linha do grupo do governador Pedro Taques (PSDB). "A tendência é o PSD caminhar junto com seus aliados. Mas isso dentro de uma discussão e a decisão é sempre da maioria", concluiu.