Queda na exportação

Exportações de carne são desfavorecidas com dólar em Mato Grosso

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carnes (Abiec) acredita que as exportações poderão retomar os mesmos níveis de 2014

por GazetaMT

21 de Janeiro de 2016, 14h52

Exportações de carne são desfavorecidas com dólar em Mato Grosso
Exportações de carne são desfavorecidas com dólar em Mato Grosso

As exportações mato-grossenses de carne bovina fecharam 2015 com redução de 6,25% sobre o volume exportado, quando comparado ao ano anterior. No acumulado de 2015, Mato Grosso exportou 298,09 mil toneladas, 6,25% a menos que em 2014.

De acordo com o Diário de Cuiabá, como apontam os analistas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o ano passado foi marcado pela grande depreciação do real frente ao dólar, a moeda norte-americana valorizou 41,52%. "Isoladamente, tal fato favorece maiores embarques de carne bovina mato-grossense para o exterior, já que a proteína do Estado aumenta sua competitividade frente a grandes exportadores como Estados Unidos, no entanto, não foi isso que ocorreu. Essa redução no volume exportado ocorreu devido a dois fatores, a demanda mundial por carne bovina caiu em 2015 e também pelo fato de que grandes importadores da proteína bovina mato-grossense, como Rússia e Venezuela, reduziram drasticamente suas importações, devido à depreciação do preço de sua principal commodity, o petróleo, o que tornou o produto carne, caro".

Para 2016, os analistas de pecuária do Imea, pontuam até o momento que o panorama do petróleo permanece sem alterações, ele abriu o ano contabilizando queda no seu valor internacional e que diante disso, a saída para reverter o consolidado do setor no ano passado, no Estado, é a diversificação de mercados.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carnes (Abiec) acredita que as exportações poderão retomar os mesmos níveis de 2014. As razões para o otimismo do setor são o fim dos embargos à carne brasileira - que ainda perduravam no ano passado - e a retomada de mercados como a China e a Arábia Saudita, além da possibilidade de acesso a novos mercados, como os Estados Unidos.

"A China deverá dar um grande impulso às exportações da carne brasileira este ano. Com mais frigoríficos habilitados a exportar, o gigante asiático deverá figurar nas primeiras posições no ranking de maiores destinos do produto. Mesmo com uma possível desaceleração da economia chinesa, os recursos de investimentos e infraestrutura seriam desviados para o consumo, ajudando assim a desenvolver o mercado. A expectativa é que em 2016 as exportações atinjam US$ 7,5 bilhões, confirmando o Brasil como líder no mercado mundial de proteína", afirma Antônio Jorge Camardelli, presidente da ABIEC.

BRASIL - As exportações brasileiras de carne bovina fecharam o ano de 2015 com faturamento de US$ 5,9 bilhões. De janeiro a dezembro, foram embarcados mais de 1,39 milhão de toneladas. O resultado é inferior ao mesmo período de 2014, quando a exportação chegou ao recorde histórico de US$ 7,2 bilhões e 1,56 milhão de toneladas. A queda resulta de problemas conjunturais que afetaram negativamente alguns grandes mercados do Brasil, como Rússia, Hong Kong e Venezuela.