de novo
Mauro Campos diz apoia comissão para investigar irregularidades na travessia urbana
Primeiro entre os "novatos" da Câmara a se manifestar sobre o assunto, o petista garantiu apoio à iniciativa
21 de Novembro de 2012, 16h59
O vereador recém-eleito Mauro Campos (PT)a firmou em entrevista exclusiva ao site GazetaMT que apoia ainiciativa do também recém-eleito vereador Thiago Muniz (PPS) propor novamente, a partir de janeiro de 2013, a criação de uma comissão investigativa para apurar as irregularidades na obra da travessia urbana da BR 163/364.
Primeiro entre os "novatos" da Câmara a se manifestar sobre o assunto, o petista afirmou não ter conversado com Thiago Muniz sobre o assunto, mas garantiu apoio à iniciativa. "Eu estou do lado de quem quer apurar os fatos envolvendo recursos públicos desviados e apóio a inciativa. As irregularidades já apontadas e a demora na execução da obra não devem preocupar só os vereadores, mas toda a sociedade", afirmou Campos.
Ele defendeu a criação de uma "força-tarefa" com a participação de vereadores e Ministério Público para apurar as possíveis irregularidades e punir os envolvidos.
Histórico - A obra da travessia urbana foi licitada no ano de 2008 e iniciada em 2009. Ela está orçada em cerca de R$ 54 milhões de reais proveniente de convênio celebrado entre a prefeitura de Rodonópolis e o Ministério dos Transportes. Desse total, já foram pagos R$ 27 milhões para a construtora a Objetiva Engenharia.
Depois de várias paralisações e de terem sido detectadas iregularidades na execução da obra,ela tocada á passo de tartaruga e corre-se o risco de elas não serem concluídas dentro do novo prazo estabelecido pelo Ministério dos Transportes - que termina em junho de 2013 - prazo após o qual os recursos teriam que ser devolvidos.
O assunto já foi tema de debate entre os atuais vereadores, sendo que em julho deste ano o vereador Milton Mutum (PSD) chegou a protocolar um pedido de abertura de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar o caso, mas a proposta acabou sendo engavetada sob a alegação de não ter cumprido normas regimentais.