PLÁSTICA PARA TODOS
DHPP investiga morte de aposentada após cirurgia plástica em Cuiabá
A servidora pública morreu na madrugada de terça-feira (20), após lipoaspiração, em Cuiabá.
21 de Novembro de 2018, 15h48

A servidora pública aposentada Ivone Alves de Almeida, de 67 anos, morreu na terça-feira (20), após ser submetida a uma cirurgia plástica, no Hospital Militar, em Cuiabá.
As informações são de que o a idosa foi submetida ao procedimento de lipoaspiração pela empresa Plástica Para Todos, na tarde de segunda-feira (19).
De acordo com a Polícia Civil, após complicações a mulher veio a óbito por volta 5h50, de terça-feira.
O corpo foi encaminhado para procedimento pericial de necropsia junto ao Instituto Médico Legal (IML).
Um inquérito foi aberto pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que vai apurar as circunstâncias da morte da servidora.
Por meio de nota, a direção da "Plástica Pra Todos" informou que a paciente sofreu embolia pulmonar após o procedimento.
“A tromboembolia pulmonar é a causa grave mais comum decorrente de procedimentos cirúrgicos, possuindo como característica a ausência de completa previsibilidade e súbita evolução, tendo em vista que consiste no deslocamento de algum coágulo preexistente nos pacientes até o pulmão, afetando rapidamente todo o organismo”, diz trecho da nota.
Por conta de irregularidades, o Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) havia interditado o hospital no dia 18 de setembro. No entanto, um mês depois a interdição foi revogada e a empresa voltou a realizar os procedimentos.
Outros casos
Em maio de 2017, a esteticista Daniele Bueno morreu após ser submetida ao procedimento de lipoescultura e mamoplastia no mesmo hospital.
Na época, após o procedimento Daniele apresentou um quadro de hemorragia e foi internada em estado grave no Hospital Sotrauma, em seguida, teve uma parada cardíaca e morreu.
O Plástica Para Todos também é acusado por complicações de saúde em outras duas pacientes.
Leia a nota na íntegra:
"A Empresa PPT vem a público externar com profundo pesar, o falecimento da paciente I.V.A., submetida a procedimento cirúrgico no Hospital Militar de Cuiabá/ MT, na manhã da última segunda-feira, vindo a óbito amanhecer da terça-feira.
Destacamos que todos os protocolos prévios e pós cirúrgicos foram atendidos com extremo rigor, de modo que a paciente estava liberada para realização da cirurgia por médicos especialistas de sua confiança, além do que a cirurgia transcorreu na mais absoluta normalidade.
Ocorre que diante do acometimento súbito da paciente e de sua rápida evolução para óbito, a equipe médica e do Hospital Militar, julgou, por cautela, necessário o encaminhamento do caso para exame de necropsia, apesar de ter sido identificada como embolia pulmonar, a causa mortis. A tromboembolia pulmonar é a causa grave mais comum decorrente de procedimentos cirúrgicos, possuindo como característica a ausência de completa previsibilidade e súbita evolução, tendo em vista que consiste no deslocamento de algum coágulo preexistente nos pacientes até o pulmão, afetando rapidamente todo o organismo.
A empresa aguardará a conclusão do laudo de necropsia, estimado para entrega em até 30 dias, para se necessário, prestar outros esclarecimentos."