COMPRAS DE VOTOS
Ação civil pública utilizará provas reunidas pela PF contra Neuma de Morais e Roni Magnani
No caso já houve a prisão em flagrante de “intermediário” e cumprimento de seis mandados de busca e apreensão
21 de Novembro de 2022, 12h50
O caso de suspeita de compra de votos por parte da candidata a deputada federal Neuma de Morais (PSB), que é esposa do prefeito de Rondonópolis, José do Pátio (PSB) e do candidato a deputado estadual, o vereador Roni Magnani (PSB), avançou mais uma fase com a autorização do juiz da 51ª Zona Eleitoral de Cuiabá, Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, para o compartilhamento de provas obtidas pela Polícia Federal (PF).
No texto da decisão, o juízo destacou que a Procuradoria Regional Eleitoral fará uso das provas para o ingresso com uma ação civil pública contra “Dona Neuma” e Roni Magnani, alvo das investigações. “Tendo em vista a relevância dos fatos sob escrutínio, que, caso confirmados reclamam a devida reprimenda nas searas próprias, presentes os requisitos comumente indicados pela doutrina especializada, quais sejam, identidade de partes e de fatos, por razões de necessidade, racionalização e eficiência da prestação jurisdicional, sendo consabido, ademais, que as provas angariadas nos autos só podem vir a lume, ordinariamente, por intermédio de procedimento criminal, não há suporte para a sua negativa”, explicou o magistrado.
Toda a investigação foi desencadeada logo após a prisão em flagrante de Odenir Nunes de Oliveira, que se apresentou como “assessor e intermediário político”, e trabalhava em favor de “Dona Neuma” e Roni Magnani, e foi preso com R$ 11,3 mil, material de campanha dos dois candidatos, além de uma lista com supostos eleitores que fariam parte do esquema de compra de votos.
Confira:
Policia Militar prende “emissário” de Neuma de Moraes e Magnani com dinheiro, lista e material de campanha
Residência do prefeito Zé do Pátio é alvo da PF sobre compra de votos
No último dia 4 de novembro, a Polícia Federal (PF) cumpriu seis mandados de busca e apreensão, nas cidades de Cuiabá e Rondonópolis, contra seis investigados de corrupção eleitoral em outubro deste ano.
Ambos eram apadrinhados do prefeito José Carlos do Pátio, e mesmo com votação destacada saíram derrotados do pleito eleitoral. A sede do partido no Município também teria sido alvo de busca e apreensão.