Falastrão e oportunista
Senador estreante, Medeiros faz malabarismos para tentar ser prefeito de Rondonópolis
21 de Dezembro de 2015, 10h53
O senador estreante José Medeiros (PPS), que assumiu na vaga deixada pelo governador Pedro Taques (PSDB), tem aos poucos mostrado algum trabalho, como na intermediação da liberação de um helicóptero para uso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) feito pelo Ministério da Justiça. Apesar de ser oposicionista ferrenho do Governo Federal, de onde saiu o dinheiro para a aquisição da aeronave, o senador deu um 'jeito' de ser o padrinho da mesma e a entregou com toda pompa à corporação, coisa impensável em outros governos menos democráticos, onde só aliados poderiam entregar coisas desse naipe para a população.
De perfil falastrão, sempre com uma frase de efeito na ponta da língua para falar, Medeiros parece querer a toda força aparecer na imprensa para galgar outros cargos na política do estado, já sendo lançado por sua assessoria como prefeito de Rondonópolis, como se não tivesse sequer que passar por uma eleição.
Para conseguir seu intento, ele já anunciou que pretende deixar o PPS, do prefeito Percival Muniz (PPS), partido que era presidente na época que foi escolhido suplente de Taques, e se filiar ao PMDB, por ordem do também senador Blairo Maggi (ainda no PR), justamente para ser o oponente de Muniz. Um clássico caso de criatura se voltando contra o criador, tanto no caso de Maggi, quanto de Medeiros.
Como senador, ele pode a qualquer momento trocar de sigla partidária, pois no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), o cargo não pertence aos partidos, mas sim aos detentores do mandato, mas soa estranho a pessoa cogitar trocar de partido logo no primeiro ano de mandato, pois o PPS lhe serviu durante anos enquanto não tinha nenhum mandato, concedendo inclusive o cargo de presidente da legenda, mas assim que ascendeu ao poder, o partido já não lhe serve mais.
O Buxixo entende que todo político, assim como qualquer outro cidadão, tem o direito de se candidatar ao cargo que bem entender, mas não pode para tanto, se esquecer de quem lhe ajudou na caminhada e nem de suas origens, sob pena de colar em si próprio a pecha de oportunista, o que pode ter um alto custo político.
Muitos políticos que deixaram o partido pelo qual surgiram para a política não conseguiram sobreviver no meio e entendemos que o senador novato deva dar tempo ao tempo e se fixar na memória do eleitor como o homem sério e humilde que é, e não como um oportunista afoito, que no afã de crescer na política, atropela companheiros históricos e se alia aos que combatia até ontem.
Vamos acompanhar...