MANDADO CUMPRIDO

Suspeito de matar criança de 2 anos a tiros durante rixa de gangues é preso

Outras seis pessoas foram atingidas pelos disparos, mas somente a menina morreu

por Redação com assessoria PJC/MT

21 de Dezembro de 2017, 07h13

Suspeito de matar criança de 2 anos a tiros durante rixa de gangues é preso
Suspeito de matar criança de 2 anos a tiros durante rixa de gangues é preso

Dayvid Pacheco teve o mandado de prisão preventiva cumprido Polícia Judiciária Civil, nessa quarta-feira (20), em ação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). Ele é apontado pela polícia como um dos autores dos disparos que vitimaram uma menina de 2 anos durante uma briga de gangues no Bairro Dom Aquino, em Cuiabá (MT).

Segundo a DHPP, o crime aconteceu em março de 2009, quando Ana Carolina Nunes de Lima Silva, de apenas 2 anos, foi atingida por disparos efetuados por membros de gangues, que ocupavam três motocicletas. Outras seis pessoas foram atingidas pelos disparos, mas somente a menina que estava no colo do tio, não resistiu ao ferimento que a atingiu no peito.

A morte da criança causou grande revolta nos moradores da região e logo após o crime Dayvid foragiu para São Paulo, não sendo localizado pela polícia desde então. Assim que os policiais da DHPP tiveram informações de que o suspeito retornou para Cuiabá, a equipe do Núcleo de Inteligência retornou as investigações, realizando diligências ininterruptas com o fim de realizar a prisão do suspeito.

Após 15 dias de monitoramento, a prisão do foragido foi realizada quando os investigadores abordaram o suspeito em uma loja na Avenida Carmindo de Campos.

No dia do crime, o pai da vítima, que trabalhava como frentista de posto, chegou a abastecer a motocicleta dos envolvidos e ainda tentou aconselhá-los, quando os ouviu planejando os disparos, falando que a sua família toda morava na região.

Ao ser informado da prisão de Dayvid, o pai de Ana Carolina ficou emocionado e disse que foi o melhor presente de Natal, que poderia receber. "Não conseguia dormir a noite, sabendo que o autor da morte da minha filha estava em liberdade", revelou o pai.