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Senador tira recursos do “fundão” para conclusão de creches e escolas inacabadas

Relator do Orçamento na área de Educação, Wellington afirmou que já existe consenso para realocação de recursos do Fundo Eleitoral

por EMERSON DOURADO

21 de Dezembro de 2021, 08h12

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Divulgação

O senador Wellington Fagundes (PL-MT), relator setorial da Educação para o Orçamento de 2022, garantiu que em seu texto final constem ao menos R$ 400 milhões previstos para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a serem aplicados para retomada de obras em creches e escolas inacabadas. Esses recursos serão remanejados do Fundo Eleitoral, conforme acordo entre as lideranças.

“Na pandemia, os médicos, enfermeiros e demais profissionais da saúde foram os maiores protagonistas em nosso país. Agora, na retomada econômica do pós-Covid, os responsáveis pela nossa volta por cima serão os professores, alunos e profissionais da educação. Por isso, em meu relatório estou contemplando, em primeiro lugar, o término das obras inacabadas, para que se deixe de lado, de uma vez por todas, o desperdício de recursos públicos em uma área tão sensível, especialmente em Mato Grosso”, adiantou o senador.

Segundo Wellington, o objetivo geral do seu relatório é recompor mais de R$ 4 bilhões ao Ministério da Educação, de forma a permitir também a volta às aulas com segurança, o desenvolvimento de pesquisas em universidades – dentre as quais as que garantem a produção de vacinas –, a contratação de professores de ensino básico e superior, a realização de concursos e nomeações (que estavam represados), dentre várias outras soluções que, segundo ele, representam uma verdadeira “obsessão” dele e da própria presidente da Comissão de Orçamento, senadora Rose de Freitas, para o ano que vem.

“É fundamental também o aporte às universidades e ao ensino técnico profissionalizante, até porque os do FUNDEB (educação básica) já estão bem equacionados. Eu acredito que até a madrugada de amanhã (dia 21/12), terminamos o relatório e votamos ainda nesta semana no Congresso. O relator geral e eu, enquanto relator da Educação, estamos buscando todas as alternativas”.