Esquentou

Riva e Emanuel Pinheiro discutem e trocam acusações em sessão da AL-MT

"Não se pode pensar na Assembleia porque logo é levado para o corredor da morte, em fila polonesa", afirmou Pinheiro

por YURI RAMIRES/ DE CUIABÁ

21 de Fevereiro de 2013, 13h00

Riva e Emanuel Pinheiro discutem e trocam acusações em sessão da AL-MT
Riva e Emanuel Pinheiro discutem e trocam acusações em sessão da AL-MT

Uma discussão acalorada tomou conta da sessão da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (20). O presidente da Casa, José Riva (PSD) e o deputado Emanuel Pinheiro (PR) discutiram de forma intensa após Pinheiro disparar várias críticas ao 'superpoderes' do vice-governador Chico Daltro (PSD). Riva declarou que Pinheiro é seu 'inimigo declarado'. 

Tudo aconteceu após o deputado Emanuel Pinheiro criticar o acúmulo de poderes de Chico Daltro. Depois disso, uma série de ataques e acusações tomou conta do plenário da Casa. Riva enfatizou o fato de que Daltro vem sendo alvo de várias críticas do republicano e sem espaço de tribuna para se defender.

Após isso, o presidente da AL-MT denunciou um suposto recebimento ilegal de verba desfrutado por Pinheiro. Segundo Riva, o deputado está acumulando o salário que recebe pelo cargo com o do Fundo de Assistência Parlamentar (FAP), referente à aposentadoria. 

Em defesa do vice-governador, Riva ainda garantiu que Daltro desempenha muito bem as funções, seja na Ager, Cepromat, Vice-Governadoria e secretaria de Cidades.  "Não tem alguém mais preparado que ele para coordenar Ager, Cepromat. O PSD não aceita ocupar espaço por ocupar. Nós queremos dar resposta à sociedade", afirmou. 

Para Riva, o deputado está sentido, pois teve seus interesses contrariados com a Ager, mas garante que não foi culpa de Daltro, já que todo o processo de licitação foi feito de forma regular. Em seguida, Pinheiro afirmou que Riva estava tentando freá-lo e intimidá-lo.

Emanuel Pinheiro considerou a atitude do presidente vergonhosa e antidemocrática, já que uma vez na posição de presidente da Casa Legislativa, não deveria subir na tribuna para se pronunciar como membro do PSD e defender seus colegas de partido. 

"Vossa Excelência não pode misturar as coisas. Deixar a presidência do Legislativo para brigar pelo PSD. Não se pode pensar na Assembleia porque logo é levado para o corredor da morte, em fila polonesa", completou o deputado, fazendo uma alusão a atos nazistas. 

Por conta da discussão, o presidente da sessão, o deputado Romoaldo Júnior, encerrou os trabalhos do Legislativo, que deve ser retomado na próxima terça-feira (26).