Congressistas podem aproveitar situação para 'engessar' manifestos populares no país
21 de Fevereiro de 2014, 06h40
Aproveitando o clamor causado pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes, os deputados decidiram fazer andar a discussão acerca da regulação de manifestações públicas no país. A ideia parecia nobre, mas, como costuma ocorrer no país, não será surpresa se sair dali mais uma patifaria.
Ontem (20) a Agência Câmara informava que o deputado federal Efraim Filho (DEM/PB), escolhido como relator, está reunindo pontos de oito projetos que tramitam no Congresso Nacional para formular uma proposta unificada.
Por enquanto os deputados só falam de questões 'consensuais', como a proibição do uso de máscara, explosivos e também a autorização para abordagem policial durante as manifestações.
Porém, há a suspeita de que os nobres congressistas decidam usar o momento para inserir no projeto alguns trambolhos autoritários que circulam por lá- como o desejo de proibir manifestos em vias públicas e penas de prisão para líderes de atos públicos realizados sem prévio consentimento das autoridades.
Até o momento Efraim Filho não protocolou nenhuma proposta. Mas é bom ficar de olho. Pode estar vindo aí uma tentativa de engessar ou, pior, impedir a realização de grandes atos de protestos no país.