2° FASE DA DATA LEAK

PF deflagra operação contra organização criminosa por vazamento de dados sigilosos de aposentados

Empresas chegam a faturar mais de R$ 2 milhões por mês com o comércio dos dados públicos sigilosos.

por GazetaMT

21 de Fevereiro de 2019, 09h18

PF deflagra operação contra organização criminosa por vazamento de dados sigilosos de aposentados
PF deflagra operação contra organização criminosa por vazamento de dados sigilosos de aposentados

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal em Cuiabá deflagraram nesta quinta (21) a segunda fase da Operação Data Leak, que apura o comércio ilícito de bases de dados públicas sigilosas da DataPrev, Siape, Prefeituras e Exército.

A investigação é feita pela Polícia Federal de Mato Grosso, que apura, desde o ano passado, a denúncia de que um servidor público lotado em Mato Grosso teria repassado dados sigilosos de pensionistas para a quadrilha.

Nesta quinta-feira (21), os policiais cumpriram cinco mandados de prisão temporária e 10 de buscas e apreensões em Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Um dos mandados de prisão se refere a funcionário da DataPrev do Rio de Janeiro suspeito de prática de corrupção, violação de sigilo funcional e vazamento de dados sigilosos.

Na primeira fase dos trabalhos, no dia 12 de dezembro, foram cumpridos outros 7 mandados de prisão temporária e 9 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 5a Vara Federal de Cuiabá.

O nome Data Leak faz referência ao vazamento de dados sigilosos que chegam ao poder de pessoas que praticam o comércio clandestino de informações financeiras e pessoais sigilosas de funcionários públicos e segurados do INSS.

Os receptadores dos dados, por sua vez, comercializam as informações com escritórios de advocacia, contabilidade, financeiras e empresas de cobrança, dentre outras, auferindo expressivos lucros na transação.

A Polícia Federal apurou que essas empresas chegam a faturar mais de R$ 2 mi por mês com o comércio dos dados públicos sigilosos.

O Ministério Público Federal pretende obter o sequestro de bens que superam o valor de R$ 10 milhões. Na primeira fase foram apreendidos vários veículos de luxo pertencentes aos investigados.

Os investigados estão sendo indiciados e responderão criminalmente por vazamento e receptação de dados públicos sigilosos, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e participação em organização criminosa.