VIÉS POLÍTICO
Santa Casa de Rondonópolis critica desconhecimento em nota do presidente do CRM MT
Diretoria da filantrópica em coletiva a imprensa classificou pedido de afastamento como “mídia política”
21 de Fevereiro de 2024, 12h35
Na manhã desta quarta-feira (21), o corpo de diretores da Santa Casa de Misericórdia e Maternidade de Rondonópolis promoveu uma entrevista coletiva, para rebater uma suposta representação do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) junto a órgãos de controle e de fiscalização, em face a denúncia de irregularidades a condução de recursos público destinados a Saúde para a Santa Casa e também do afastamento da atual diretoria.
A diretora executiva da Santa Casa, Bianca Talita Santos Franco, desconhece que até o presente momento alguma notificação tenha chegado ao hospital, a respeito de supostas irregularidades na gestão dos recursos ou até mesmo do afastamento e fala em viés politico em nota do CRM. “Na verdade, nós ficamos sabendo pela imprensa, não houve nenhum documento até agora, nem do Ministério Público Estadual e nem do Ministério Público Federal e tão pouco da Policia Federal oficializando esse pedido de afastamento. Nós recebemos mais como uma mídia política de uma pessoa que está à frente de um serviço, pois não houve esclarecimentos da nossa parte, ele escutou o prefeito que pediu o nosso afastamento e pediu a Polícia Federal. Então para nós é uma questão política”, disse.
Ainda na coletiva, a diretora executiva da Santa Casa reafirmou que a prefeitura de Rondonópolis continua com atrasos nos repasses de pagamento de serviços contratualizados, e devido a isso, os pagamentos dos médicos conforme anunciou na nota o CRM. “ Continua em atraso, visto que o município está em atraso com a Santa Casa e os pagamentos dos médicos continuam em atraso. Eles começaram a receber e não são cinco meses como foi falado na nota, que foi sensacionalista por parte do CRM, mas exatamente os meses de outubro, novembro e dezembro nós temos saldos a receber e estes saldos correspondes aos meses que não foram pagos os médicos”, disse.
A Santa Casa declara que tem a receber ainda do período da pandemia de Covid 19, contratos que giram em torno de R$ 12 milhões e que estão à espera da emissão de um parecer favorável ao hospital do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Além de cerca de 11 milhões em atraso do contrato vigente com a prefeitura de serviços pactuados.
Sobre irregularidades na contratação de empresa médica citada na nota, o jurídico da Santa Casa esclareceu que se trata da contratação de médicos para suprir a demanda de cirurgias do programa do Governo Estadual Fila Zero, e que seguiu todos os tramites legais.