seletivo
Vanzeli denuncia tentativa de fraude em seletivo da prefeitura e cobra providências
Para ele, a administração deve levar o caso até as últimas consequências e punir o responsável
21 de Março de 2013, 09h28
O vereador Carlos Vanzeli (PDT) denunciou pela Tribuna Livre da Câmara Municipal uma tentativa frustrada de fraudar o seletivo realizado pela prefeitura para a contratação temporária de 366 funcionários em vários setores do serviço público municipal. Para ele, a administração deve levar o caso até as últimas consequências e punir o responsável.
Segundo Vanzeli, a tentativa de fraude teria sido detectada pela própria prefeitura, que teria identificado um funcionário responsável pela inscrição dos candidatos ao seletivo atribuindo indevidamente pontos a determinados candidatos e a situação só teria vindo à tona por conta da própria estrutura montada pelo prefeito Percival Muniz (PPS) para evitar esse tipo de fraude.
"Essa tentativa de fraude foi inclusive detectada pela própria equipe que está realizando o seletivo. O nome da pessoa ainda não nos foi revelado, mas temos a garantia do prefeito de que ele levará o caso até as últimas consequências para apurar tudo e punir o responsável, pois á meu ver, isso é um caso de polícia", afirmou Vanzeli.
Ainda segundo ele, todas as inscrições feitas foram revalidadas e não houve prejuízo à lisura do seletivo, pois a tentativa de fraude foi frustrada. "Mas não é por que a tentativa foi frustrada que nós não vamos investigar. Esse servidor foi no mínimo ousado, intrépido, por fazer isso debaixo do gabinete do prefeito. Isso não pode acontecer, a administração pública tem que ser moralizada, o prefeito quer moralizar e nós confiamos no prefeito", complementou.
O funcionário que supostamente fraudava as inscrições adicionava 'pontos' aos seus apaniguados, como forma de beneficiá-los na hora da contratação. "Para se ter uma ideia, o máximo de pontuação que uma pessoa podia atingir por conta de sua experiência profissional era de vinte pontos. Mas esse funcionário anotou oitenta pontos para 120 fichas. Isso não é um erro, é má-fé. Corrigimos algumas inscrições dele e em uma ficha que ele tinha anotado 117 pontos caiu para 17, outra que tinha 137 caiu para 30 pontos", denunciou.
"O Percival é muito sábio, pois ele colocou no edital do próprio seletivo que todas as inscrições seriam revalidadas pela própria comissão organizadora do seletivo, de maneira que esse tipo de fraude não passaria. E isso foi muito bom para aquelas milhares de pessoas que se inscreveram e o prefeito conseguiu dar seriedade ao processo", pontuou.
Para Vanzeli, a questão precisa ser investigada, até para se apurar a possibilidade de haver outras pessoas envolvidas. "Será que um servidor só conseguiria articular 120 pessoas para serem aprovadas fraudulentamente no seletivo ou ele faz parte de uma quadrilha? Pode ser que tenha mais gente envolvida", questionou.
Outro lado - Por meio de sua assessoria de comunicação, o prefeito Percival Muniz confirmou as informações passadas pelo vereador e reafirmou que a lisura do seletivo foi garantida e que não haverá a necessidade da realização de outro seletivo.