EXTORSÃO

Polícia Civil conclui inquérito de jornalistas acusados de extorsão nessa segunda (21)

As investigações apontam que os suspeitos coagiam as vítimas, que eram obrigadas a pagar quantias vultuosa , entre R$ 100 a 300 mil.

por GazetaMT

21 de Março de 2016, 07h11

Polícia Civil conclui inquérito de jornalistas acusados de extorsão nessa segunda (21)
Polícia Civil conclui inquérito de jornalistas acusados de extorsão nessa segunda (21)

A Polícia Judiciária Civil conclui nessa segunda-feira (21) o inquérito da operação "Liberdade de Extorsão" que levou à prisão cinco jornalistas e um auditor fiscal da Prefeitura de Cuiabá acusados de extorsão e coação de empresários e políticos. As prisões dos suspeitos, sendo quatro mandados preventivos e dois temporários, foram efetuadas no dia 12 de março, na operação coordenada pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), inserida na operação Carga Máxima, da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

Nesta semana, o delegado Anderson Veiga realizou o interrogatório dos presos na operação, e analisa as provas técnicas que comprovam a atuação dos suspeitos, envolvidos na coação e extorsão de pessoas, em especial agentes políticos importantes e empresários com contratos no poder público.

As investigações da Defaz apontam que os suspeitos coagiam as vítimas, que eram obrigadas a pagar quantias vultuosas, entre R$ 100 a 300 mil, para não terem informações divulgadas nos veículos sobre supostas irregularidades em contratos administrativos, corrupção ativa e passiva, entre outras negociatas. O grupo vinha agindo há vários anos e o valor cobrado era variável, dependendo da capacidade econômica de cada vítima.

O delegado informa que ficou constatado que os jornalistas acessavam de dentro das suas empresas, dados sigilosos da base do ISS da Prefeitura Municipal, utilizando login e senha de servidores públicos. Os cinco jornalistas que foram presos são acusados de coação e extorsão. O auditor fiscal Walmir Correa, supostamente, vazava informações sigilosas da Prefeitura para a prática de extorsão.

Após deflagrada a operação, mais quatro vítimas procuram a Defaz para denunciar os jornalistas presos na ação. "As novas vítimas relataram ter sofrido o mesmo tipo de conduta por parte dos suspeitos", disse o delegado.

Na quinta-feira (17), o prazo da prisão temporária, de 5 dias, do jornalista Antônio Peres Pacheco e do auditor fiscal Walmir Correa foi concluído e os suspeitos liberados. O delegado Anderson Veiga afirma que a possibilidade de outras prisões não é descartada. "O inquérito policial será concluído na segunda-feira (21), podendo ser pedida outras prisões".