Goveno minimizou caso de apostilas com versão ofensiva da história de Mato Grosso
21 de Abril de 2013, 09h08
E a semana terminou sem uma explicação convincente do Governo do Estado para o caso das apostilas que esculhambavam com a história de vários municípios históricos de Mato Grosso. Os textos extraídos de um site humorístico (Desciclopédia), estavam sendo usados para 'formar' agentes de turismo com vistas à Copa do Mundo.
O instituto Concluir, contratado misteriosamente no apagar das luzes de 2012 por valores ainda não esclarecidos, assumiu a falha e alegou ter sido vítima de sabotagem. Registraram um boletim de ocorrências na polícia e... ficou por isso mesmo.
Ora, mesmo que se confirme a sabotagem, é inegável que houve falhas graves do Instituto (que não revisou o material que entrou e saiu da gráfica) e do próprio governo, no mínimo negligente por também não ter analisado as apostilas antes de ordenar a distribuição.
É claro que, não fosse a esposa do governador, Roseli Barbosa, a responsável pela pataquada, teriam rolado cabeças no primeiro e segundo escalão do governo.
Também parece evidente que, não houvessem interesses ocultos, o contrato com o tal instituto seria rescindindo e seguido de ações para ressarcir os valores pagos e os danos causados à imagem do Estado e dos municípios diretamente atingidos.
Ao que parece, para o atual Governo à honra de cidades importantes como Cáceres, Barão de Melgaço, Poconé e Santo Antônio de Leverger vale pouco, pouquíssimo.
Resta saber se os prefeitos, vereadores e promotores dessas cidades também pensam assim, ou exigirão a reparação devida.