Taques quer, mas CPMI Chapa-Branca reluta em convocar Pagot e medalhões da política
21 de Maio de 2012, 04h26
O senador Pedro Taques (PDT/MT) anunciou que vai requerer a convocação do ex-diretor do DNIT, Luis Antonio Pagot, pela CPMI do Cachoeira. Segundo o parlamentar, a comissão também deverá avaliar a convocação de outras pessoas já denunciadas pelo próprio Pagot - incluindo o deputado federal Wellington Fagundes (PR). As intenções são boas, mas as perspectivas não são nada animadoras.
Devidamente batizada pelo próprio Taques como 'CPMI Chapa-Branca', devido ao controle exercido pelo Governo Federal, a tal 'CPMI do Cachoeira' é, de longe, a mais inoperante de todas criadas até aqui para apurar denúncias de corrupção envolvendo políticos e funcionários graduados.
Até o momento já foram derrubados 64 requerimentos e, com quase um mês de trabalho, não foi realizado sequer um depoimento público. O primeiro, do próprio Carlinhos Cachoeira, está marcado para acontecer amanhã (22), se não houver nova intervenção do STF.
O problema desta vez é que as denúncias são tão graves e abrangentes que ninguém escapa. Governo (PT-PMDB-PR) e oposição (PSDB) têm medalhões envolvidos até o pescoço com Cachoeira e manobram para restringir o alcance da CPMI.
A nós, contribuintes/cidadãos/eleitores resta torcer pelo sucesso de iniciativas como a de Taques. E anotar os nomes daqueles que manobram contra as investigações ou que, por meios tortos e inconfessáveis, esquivam-se das explicações devidas.