RECUPERAÇÃO

Coder ganha fôlego, divídas são pagas e empresa começa a trabalhar no azul

Parte da dívida herdada pela gestão atual – mais de R$ 50 milhões – já foi paga

por GazetaMT

21 de Maio de 2016, 07h00

Coder ganha fôlego, divídas são pagas e empresa começa a trabalhar no azul
Coder ganha fôlego, divídas são pagas e empresa começa a trabalhar no azul

A Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) não só saiu de uma crise financeira preocupante que poderia levá-la a fechar as portas, como está superavitária e valorizando, cada vez mais os servidores. De 2013 até hoje, parte da dívida herdada pela gestão atual - mais de R$ 50 milhões - já foi paga, e outra foi parcelada e é quitada em dia pela companhia de economia-mista. Esta condição fez com que a Coder pudesse obter novamente a possibilidade de contratar com o poder público e com a iniciativa privada. Somente com a prefeitura, são 23 contratos vigentes.

Um dos mais valorizados na nova gestão da Coder é o servidor. Foram eles que também saíram ganhando com a nova fase da Coder. Otimistas e sem medo de ver a companhia fechar as portas, tiveram o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) revisado, com a readequação horizontal e vertical das progressões.

"Foi com a readequação do PCCS que eu pude receber 16 anos do meu anuênio que estava para trás, mas tem gente que recebeu ainda mais. Isso é muito importante e conseguimos com uma rápida negociação com o diretor financeiro e administrativo Hamilton Lobo Mendes, o que achávamos que era impossível de acontecer", explicou a servidora Maria Auxiliadora Nazário Dias, que tem 29 anos de companhia.

Segundo Carlos Ilário dos Santos, servidor da Coder há nove anos, o PCCS veio para melhorar a vida dos servidores, recuperando os salários que estavam defasados com o passar dos anos. "Está 100% melhor e devemos isso a nossa diretoria e ao prefeito. Agora a vida do servidor ficou melhor. Ganhamos ainda um aumento no vale-alimentação", argumentou o servidor. O vale-alimentação passou de R$ 210 para R$ 350.

Maria Auxiliadora acrescentou que a recuperação financeira da Coder dá tranquilidade ao servidor. "Nos sentíamos ameaçados com a história de se fechar a empresa, pois isso aqui é parte de nossas vidas e agora com a Coder indo bem, ficamos tranquilos. Tenho paixão pela Coder", contou e lembrou que no próximo ano faz 30 anos de empresa. "Graças a Deus ano que vem vou fazer 30 anos aqui na Coder e isso me deixa muito feliz".

De acordo com Hamilton, a Coder saiu de uma situação financeira grave para se tornar uma empresa que hoje dá lucro. "Atualmente gastamos em torno de R$ 2,8 a R$ 3 milhões por mês e arrecadamos em torno de R$ 4 milhões, o que já dá para programarmos melhorias para a Coder", explicou o diretor administrativo e financeiro.

Com uma receita superavitária, a Coder já pôde comprar maquinário, como um caminhão para iluminação, mobiliário novo, computadores, construir uma área de lazer, entre outros e os projetos de melhorias continuam. A intenção agora é investir em bens e capitais.