POLÍCIA CIVIL NO CASO

Garotas desaparecidas afirmam que foram dopadas e abusadas em Rondonópolis

Elas foram encaminhadas para o Instituto Médico Legal (IML), onde passaram por exames de corpo de delito

por Sirlei Alves, de Rondonópolis

21 de Maio de 2020, 17h34

Foto: Messias Filho/GazetaMT
Foto: Messias Filho/GazetaMT

A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Rondonópolis (MT) trabalha no caso das duas adolescentes, de 14 e 15 anos, que estavam desaparecidas e foram encontradas, nessa quarta-feira (20), na casa de um parente de uma delas. Elas disseram para a polícia que foram obrigadas a entrar em um carro preto, vendadas e abusadas.

As meninas contaram que, em 18 de maio, dia que o desaparecimento delas foi comunicado a polícia, estavam na praça do Bairro Coophalis quando foram abordadas por uns caras. Os indivíduos teriam obrigado elas a entrar no veículo e as vendaram. A vítimas relataram que foram dopadas e por isso não se lembram de mais nada.

Já quarta-feira (20), os suspeitos deixaram as garotas próximo ao Parque dos Lírios. Elas foram pedir ajuda a um parente, morador do Bairro Lúcia Maggi, onde foram encontradas por investigadores.

Equipes da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e da Inteligência da Delegacia Regional saíram em diligências atrás de fatos que comprovem a fala das adolescentes. Porém, investigações apontam que, tanto no dia 18 quanto no dia 19, elas estiveram em uma festa por vontade própria e não coagidas. Assim, inventaram a estória para se livrarem das broncas dos pais.

As garotas foram encaminhadas para o Instituto Médico Legal (IML), onde passaram por exames de corpo de delito. O laudo deve ficar pronto nos próximos dias.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.