OPINIÃO

88,3% dos brasileiros já participam de programas de fidelidade, e avanço do setor amplia demanda por capacitação executiva

por Aluísio Cirino

21 de Maio de 2026, 06h10

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Divulgação

Com o crescimento acelerado do mercado de loyalty no Brasil, nota-se um aumento da adesão dos consumidores e novas exigências por personalização, inovação e resultados concretos. Por isso, tem se tornado cada vez mais necessário apostar na formação de lideranças para impulsionar a maturidade estratégica do setor.

O mercado de fidelização no Brasil vive um novo momento de expansão. Segundo o Panorama da Fidelização no Brasil 2025, 88,3% dos brasileiros participam atualmente de pelo menos um programa de fidelidade, um avanço expressivo em relação aos 80,9% registrados em 2023. O dado reforça a consolidação do loyalty como parte cada vez mais presente da jornada de consumo e da estratégia de relacionamento entre marcas e clientes. 

Mais do que adesão, o avanço também revela mudança de patamar. Hoje, 84,8% dos consumidores afirmam preferir marcas que oferecem programas de fidelidade ou benefícios contínuos, como cashback, descontos e experiências exclusivas. Ao mesmo tempo, cresce a expectativa por experiências mais sofisticadas: 78,3% valorizam personalização, 81,9% consideram reconhecimento importante e 93,5% afirmam que pagariam por programas premium, desde que exista entrega clara de valor. 

O cenário indica que o loyalty deixou de ser apenas uma ação promocional e passou a ocupar posição mais estratégica dentro das empresas, conectando retenção, recorrência, experiência e geração de valor de longo prazo. Com consumidores mais engajados, 94,9% dos participantes interagem mensalmente com programas e 76% o fazem ao menos semanalmente, o desafio das marcas deixa de ser apenas criar benefícios e passa a envolver inteligência de negócio, dados, experiência e aplicação prática. 

É diante dessa transformação que nós e a Loyalty Academy Brasil temos focado no objetivo de contribuir para a formação de profissionais mais preparados para transformar programas de fidelização em plataformas estratégicas de crescimento, monetização e diferenciação competitiva.

A proposta é ampliar o nível de conhecimento do setor em um momento em que o mercado cresce em adesão, mas ainda apresenta desafios importantes em clareza, percepção de valor e sofisticação operacional. Em um ambiente em que loyalty se torna cada vez mais decisivo para competitividade, investir em educação aplicada e formação especializada passa a ser parte da infraestrutura necessária para o desenvolvimento do ecossistema.

Por fim, a leitura de mercado é clara: o futuro do loyalty no Brasil passa não apenas pelo crescimento dos programas, mas pela qualificação das lideranças capazes de transformar fidelização em disciplina estratégica, conectada a indicadores de negócio e à construção de relações mais sustentáveis entre marcas e consumidores.

*Aluísio Cirino é CEO e fundador da Alloyal, Loyalty Tech que entrega mais vendas, engajamento e retenção de usuários para empresas por meio de soluções personalizadas de fidelidade.