Manifestação
30 toneladas de frutas são entregues em manifestação de feirantes em Cuiabá
Devido a desapropriação da "Feira do Verdão", funcionários do local buscam reunião com administradores para conseguir novo local de venda
21 de Junho de 2012, 13h00
A Associação dos Permissionários do Terminal Atacadista de Cuiabá (Apetac), organizou na manhã desta quinta-feira (21), uma manifestação um tanto quanto, diferente. Além do bloqueio na Avenida Agrícola Paes de Barros, em frente ao Aecim Tocantins, no bairro Verdão, em Cuiabá, os manifestantes distribuíram cerca de 30 toneladas de frutas.
Segundo o presidente da Apetac, Luciano de Souza, o protesto é devido o desapropriamento dos filiados da associação - A Feira do Verdão, que por anos, funciona próximo a rotatória do Verão - para a construção de um estacionamento para a Arena Pantanal.
"Não temos para onde ir, e o Governo do Estado insiste em nos retirar da área. Eles falam sobre um local na saída de Cuiabá, mas até hoje só ficou na conversa e não tem nada oficial. Em quanto não houver uma nova área, não iremos sair", comenta o presidente.
Um caminhão estava no acostamento distribuindo 30 toneladas de fruta, o que causou mais tumulto. Laranja, banana e tangerina eram entregues em sacolas para a população que estava no local - munidos de sacos plásticos e caixas - e os motoristas que transitavam pela área também eram ''brindados'' com as frutas, uma forma de não estressar com o engarrafamento.
"Hoje foi uma das manifestações, se a discussão com a Secopa, Assembleia Legislativa e Prefeitura Municipal não der continuidade, e melhor, nos der um posicionamento oficial, iremos fazer outro ato com 50 toneladas de frutas em frente a Secopa", afirma Luciano.
A associação é formada por 200 empresas que contam com 1.300 empregos diretos. Além disso, eles contam com o trabalho de produtores do interior do Estado, que indiretamente atingirá uns 10 mil empregos. As maquinas do Governo estiveram no local para a derrubada dos muros, mas os manifestantes impediram, a negociação da nova área se estende por três anos, e até agora, ninguém sabe, ninguém viu. 


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