Prende e solta: Assaltante que quase matou dono de drogaria não deveria estar em liberdade
21 de Junho de 2012, 05h00
A prisão do assaltante Lúcio Faustino Lopes, que na terça-feira quase matou uma pessoa durante assalto a um drogaria em Rondonópolis, trouxe de volta a discussão sobre a 'frouxidão' do sistema penal. Nos últimos dois anos ele teve duas prisões em flagrante - uma por furto e outra por envolvimento com o tráfico de drogas. Ou seja, ao invés de estar por aí se drogando e atirando em cidadãos, ele deveria estar cumprindo pena pelos crimes já cometidos.
Se fosse uma pessoa rica, de família conceituada, poderíamos até pensar que o infeliz houvesse se beneficiado da força do poder econômico e/ou do serviço de 'bons' advogados. Mas trata-se de um toxicômano pé-rapado, que mal tem onde cair morto - o que, convenhamos, só aumenta o mistério.
O fato é que a situação indigna as pessoas de bem, desanima os policiais e assusta quem não tem como se defender por conta própria.
Há algo de podre nesta história e talvez esteja na hora do Poder Judiciário (responsável por definir as punições) e do Governo do Estado (encarregado de aplicá-las) esclarecerem o que está acontecendo.
Para nós, que pagamos a conta e levamos os tiros, está cada vez mais difícil suportar esta realidade.
Que tal o Poder Público adotar na nossa proteção a mesma eficiência que demonstra na arrecadação de impostos?