Mobilidade Urbana
Fecomércio-MT cobra retomada das obras do VLT
Na época das obras, a mobilidade urbana nos dois municípios foi prejudicada, e levou também prejuízos a dezenas de empresas.
21 de Junho de 2019, 13h22
O presidente e vice do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-MT, José Wenceslau de Souza Júnior e Manoel Procópio, cobram a retomada das obras do modal de transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Para eles, as obras devem ser concluídas para que a situação seja revertida e o comércio da Capital e cidade vizinha volte a prosperar com um avançado do sistema de transporte público para a população de todo o estado e por turistas que aqui passarem.
Na época das obras, a mobilidade urbana nos dois municípios foi prejudicada, e levou também prejuízos a dezenas de empresas que funcionavam nas principais avenidas por onde passariam o VLT - as avenidas da FEB, Tenente Coronel Duarte (Prainha), CPA e Fernando Correa da Costa.
"Nós apoiamos a retomada das obras e sua conclusão, até porque já foram feitos investimentos e as obras já feitas estão apodrecendo, por falta de manutenção. É notório que o VLT vai melhorar a mobilidade urbana de Cuiabá e Várzea Grande. Além disso, o comércio que ainda existe em torno das obras foi muito prejudicado e por isso, pedem a sua conclusão logo", disse o presidente José Wenceslau.
Para Manoel Procópio, empresário que possui uma loja na região central de Cuiabá, a conclusão das obras vai trazer enormes benefícios para as duas cidades, com destaque para o centro histórico da capital. "Nós acreditamos que com as obras concluídas, várias empresas que ainda estão se reorganizando, por causa das obras mesmo, terão seus fluxos de clientes reestabelecidos em sua totalidade".
No início do mês de junho o Governador, Mauro Mendes, se pronunciou sobre a as obras. Através de uma nota, o governador informou a decisão do Tribunal de Justiça em manter a rescisão do contrato do Estado com as empresas que compõem o consórcio que deveriam construir o VLT. O Executivo informou ainda, que em 30 dias iria decidir sobre o destino do que "restou" do modal.
VLT
Iniciada em agosto de 2012 e com mais de R$ 1 bilhão já aplicados para o "novo" modal de transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande, os trilhos que guiariam o (VLT) nos dois municípios quase não existem, e os que já foram construídos estão se deteriorando, juntamente com os vagões que estão estacionados no Centro de Controle Operacional e Manutenção, localizado em Várzea Grande e que, por curiosidade, também está se definhando por falta de manutenção.
Parada desde dezembro de 2014, o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos seria composto por duas linhas (Aeroporto-CPA e Coxipó-Porto), com total de 22 km de trilhos e terá 40 composições, com 280 vagões. Cada composição tem capacidade para transportar até 400 passageiros, sendo 72 sentados.
Seriam 33 estações de embarque e desembarque e três terminais de integração, localizados nas extremidades do trecho, além de uma estação diferenciada onde também poderá ser feita a integração com ônibus.
Para a manutenção de todas as estruturas que compõem o VLT, o governo gasta R$ 16 milhões ao mês.